Nunes Marques adia julgamento de cassação de Cláudio Castro
Brasília, Quarta, 10 de junho de 2026
Justiça

Nunes Marques adia julgamento de cassação de Cláudio Castro

Corte já registrou dois votos pela cassação e inelegibilidade do governador do Rio

Cláudio Castro pede cautela no caso Bacellar, defende ampla defesa e nega relação entre exonerações e operação da PF no Rio
Foto: Rafael Campo/Gov.RJ

Compartilhe em

Foto do autor

Por Gianlucca Gattai

Jornalista político e assuntos internacionais.

O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Nunes Marques pediu vista e suspendeu na noite de ontem (10) o julgamento de recursos que pedem a cassação do mandato e a inelegibilidade do governador do Rio, Cláudio Castro. A análise do caso foi adiada para 24 de março.

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

Embora os ministros tenham prazo de até 60 dias para devolver o processo após pedido de vista, a presidente da Corte, Cármen Lúcia, anunciou que o caso voltará a plenário ainda este mês, após aviso de Marques.

Até agora, a Corte registrou 2 votos pela cassação e pela declaração de inelegibilidade do governador. O ministro Antonio Carlos Ferreira votou pela condenação 4 meses após interromper o julgamento com um pedido de vista. Ele acompanhou o voto da relatora, Isabel Gallotti, que também defendeu a cassação.

Ainda restam cinco votos: Floriano Azevedo, Estela Aranha, Kassio Nunes Marques, André Mendonça e Cármen Lúcia.

Os processos tratam das eleições de 2022, quando Castro foi reeleito para o governo do estado. O MP Eleitoral e a coligação que apoiou Marcelo Freixo ingressaram com ações em setembro de 2022. Eles acusam o governador e o vice, Thiago Pampolha, de abuso de poder político e econômico, irregularidades em gastos eleitorais e conduta vedada a agentes públicos durante a campanha.

As acusações envolvem supostas irregularidades na Fundação Ceperj e na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Entre os pontos citados estão o uso da fundação com finalidade eleitoral, aumento expressivo do orçamento, criação de programas sociais sem previsão orçamentária e manutenção de uma “folha de pagamento secreta” com cerca de 18 mil contratados sem concurso público.

No julgamento sobre o caso realizado pelo TRE-RJ, Castro e Pampolha foram absolvidos e mantiveram os mandatos. O MP Eleitoral e a coligação de Freixo recorreram ao TSE e reiteraram o pedido de cassação e inelegibilidade do governador e do vice.

Escreva seu e-mail para receber bastidores e notícias exclusivas

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Publicidade