O diretório nacional do Partido Novo publicou no Diário Oficial da União as diretrizes que vão orientar a escolha de candidatos e a formação de alianças nas eleições de 2026. O ponto de maior impacto político: senadores da legenda deverão se comprometer a defender a responsabilização e o eventual impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) nos casos de crime de responsabilidade, abuso de autoridade ou quebra de decoro.
O presidente da legenda, Eduardo Ribeiro, afirmou que as diretrizes buscam preservar a coerência política do partido no próximo ciclo eleitoral.
“Para além da própria eleição, queremos garantir que quem represente o Novo esteja alinhado com nossas ideias e com a necessidade de fortalecer o equilíbrio entre os três Poderes e os mecanismos de responsabilização das instituições.”
Critérios para candidaturas
A resolução fixa exigências para a seleção de candidatos. Quem quiser representar o Novo deverá comprovar alinhamento com os princípios do partido, idoneidade moral, capacidade eleitoral e respeito às normas legais e internas da legenda.
O texto também prevê a continuação da Jornada de Formação Partidária, etapa de seleção e capacitação voltada a filiados que pretendam disputar cargos eletivos.
Alianças vetadas para o NOVO
O Novo proíbe coligações com a Federação Brasil da Esperança — formada por PT, PCdoB e PV — e com a Federação PSOL-Rede, por incompatibilidade ideológica. Diretórios estaduais poderão propor alianças locais, mas qualquer acordo dependerá de aval do diretório nacional.
As diretrizes entraram em vigor na data de publicação e servem de base para as convenções partidárias que definirão as candidaturas do Novo em 2026.
