Deputado afirma que ex presidente enfrenta crises de soluço, dorme no chão e sofre “humilhação sem precedentes”
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL MG) conversou com jornalistas nesta sexta-feira (21) e após visita a Jair Bolsonaro, disse que o ex-presidente vive “uma situação grave e de risco” dentro da prisão domiciliar.
O parlamentar comentou que acredita haver uma intenção de eliminar politicamente e fisicamente o ex chefe do Executivo. “Talvez o que eu vou falar aqui seja pesado, mas é a realidade: alguém quer ver o Bolsonaro morto”, declarou.
Nikolas contestou os crimes imputados ao ex-presidente e classificou as acusações como “impossíveis de se sustentar”.
“Golpe de Estado sem estar presente? Qual foi a ordem concreta que ele deu no dia 8? Nenhuma. É como querer envenenar alguém com um copo de agua potável”, disse.
O deputado também falou sobre a narrativa de que houve organização criminosa armada. “Eles acharam todo tipo de coisa ali, menos arma de fogo. Tinha vendedor de algodão doce no meio de um golpe.”
Durante o discurso, Nikolas relatou detalhes da visita feita a Bolsonaro.
Segundo ele, o ex-presidente está abatido fisicamente e enfrenta crises intensas de soluço. “Ele praticamente não dormiu. O Carlos dormiu com ele no chão. A situação é muito difícil”, afirmou. O parlamentar também voltou a cobrar esclarecimentos sobre a facada de 2018. “Até hoje ninguém quer saber quem mandou matar Jair Bolsonaro.”
O deputado direcionou críticas ao ministro Alexandre de Moraes, a quem atribui decisões que, segundo ele, ultrapassam limites democráticos. “Dizer que não há interesse político na prisão do Bolsonaro é ignorar a realidade.”
“Foi ele quem conduziu a eleição, quem colocou o Clesão na cadeia e quem colocou o Bolsonaro na prisão domiciliar”, disse. “O Parlamento foi reduzido. Todo movimento vira ato antidemocrático.”
Nikolas também defendeu a aprovação de uma anistia ampla aos investigados do 8 de Janeiro. “Há gente pagando alto preço por crimes que não cometeram. Uma mulher escreveu ‘perdeu mané’ com batom e pegou 17 anos. Isso é cadeia de criminoso, não de quem escreveu em uma estátua”, afirmou.
Ao comentar sobre 2026, Nikolas disse que Bolsonaro não manifestou preferência eleitoral e que ainda é cedo para articulações.
Ele negou que tenha sido incentivado a disputar o governo de Minas. “O cenário é nebuloso demais. Posso trocar o presente pelo futuro. Não vou entrar numa disputa sem estrutura.”
Nikolas encerrou a coletiva afirmando que o pais vive uma erosão democrática. “Nós estamos a passos largos do fim da democracia no Brasil. Acabou”, disse. Apesar do clima pessimista, ele afirmou que a prioridade é buscar a anistia e reconstruir uma base política sólida. “Ano que vem, com o Congresso mais equilibrado, vamos trabalhar para devolver o Brasil para os trilhos.”
