Milhares de pessoas foram à Av. Paulista hoje de verde e amarelo pedir anistia para as vítimas de 8 de janeiro. Também gritaram Fora Moraes! e Volta Bolsonaro! Eram diversos públicos, todos anti-PT e que agora também são anti-STF, pois PT e STF parecem hoje, e cada vez mais, uma coisa só. E ninguém aguenta mais essa mistura do mal com atraso e pitadas de psicopatia!
Há dez anos, quando tomamos as ruas pelo impeachment de Dilma Roussef, já ninguém aguentava o PT. Tampouco queriam agora Lula, um condenado em três instâncias, de volta ao poder. Não há entre os que foram às ruas hoje quem ache o petista inocente, quem concorde com sua descondenação ou com a restituição de seus direitos políticos.
Muito menos com a ingerência eleitoral de 2022.
Por isso, vimos na Paulista eleitores de vários segmentos, assim como políticos de vários partidos, inclusive 7 governadores, vários deles presidenciáveis ou ministeriáveis. Todos foram às ruas e às redes por vários motivos, mas também por um motivo só, em unidade de propósitos. Ninguém aguenta mais essa mistura do mal com atraso e pitadas de psicopatia!
Não há entre os que foram às ruas hoje quem concorde com a intromissão do STF na segurança pública ou na situação dos presídios país afora. Quem tolere um STF tolhendo o debate público, dizendo como a imprensa deve noticiar os fatos ou os políticos exercer os seus mandatos.
Não é normal um punhado de ministros querer dizer a prefeitos, governadores e até a um presidente como eles devem combater incêndios ou pandemias. Como devem lidar com uma população de rua viciada em crack ou com facções criminosas, dentro ou fora dos presídios.
É ridículo ver um ministro da mais alta Corte se metendo no preço da sepultura dos cemitérios de uma cidade. Não é só ridículo, é improdutivo.
Me diga uma decisão recente do STF sobre quaisquer dos temas que citei que tenha sido uma boa decisão, que tenha resultado em melhoria do ambiente de negócios, numa política pública mais eficaz, que tenha resolvido algum problema? Pelo contrário. Onde o STF coloca o dedo, a situação piora! Vide o resultado desastroso da ADPF das Favelas no Rio.
Quando se propõe a defender a democracia, o Supremo a coloca em risco, esgarçando o tecido institucional, cometendo arbitrariedades e instituindo um verdadeiro regime de exceção. Aliás, batem no peito para dizer que salvaram a democracia, mas têm medo de pegar um avião de carreira, de ir no parque ou na esquina.
Vivem vidas de gabinetes, em camarotes, em jatinhos executivos e carros blindados. Agora mesmo, decidem sobre seus próprios salários, benefícios e penduricalhos e ainda dizem que sua receita e seus gastos não podem estar submetidos ao arcabouço fiscal. Parecem inebriados, cegos de poder.
Constróem um Brasil paralelo onde não é permitida a entrada de cidadãos comuns e acreditam piamente que ali nenhum ousará entrar. A manifestação de hoje na Avenida Paulista, que reuniu milhares de pessoas, sugere que o Brasil real está no portão da frente, com o dedo na campainha.
