Musk diz que Zelensky é um ditador e que matou um jornalista - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
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Musk diz que Zelensky é um ditador e que matou um jornalista

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Elon Musk, que agora tem papel importante no governo americado, intensificou as críticas contra Volodymyr Zelensky, e afirmou que o líder ucraniano é um ditador. Musk acusou Zelensky de ser responsável pela morte do jornalista chileno-americano Gonzalo Lira, preso após criticar a condução da guerra contra a Rússia. “Zelensky matou um jornalista americano!”, disse Musk no X.

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A declaração veio após Trump classificar Zelensky como “ditador sem eleições”. O ex-presidente dos EUA afirmou que “Kiev nunca deveria ter começado a guerra” e criticou o envolvimento de Washington no conflito. “Um comediante modestamente bem-sucedido convenceu os EUA a gastarem US$ 350 bilhões em uma guerra que ele não poderia vencer e nunca deveria ter começado”, escreveu Trump na Truth Social.

Zelensky em queda?

Zelensky afirmou nesta quarta-feira (19) que tem “mais de 57%” de aprovação, citando uma pesquisa do Instituto Internacional de Sociologia de Kiev (KMIS). O dado foi divulgado poucas horas após Trump afirmar que a popularidade do ucraniano despencou para 4% e que a Ucrânia deveria realizar eleições.

Musk ironizou a suposta alta popularidade de Zelensky: “Bem, então ele deveria estar feliz com a realização das eleições, se é tão popular”. O ucraniano já havia dito que os cidadãos que quisessem eleições deveriam “escolher outra cidadania”.

Trump reforçou as críticas, afirmando que Zelensky se recusa a realizar eleições, está em queda nas pesquisas e só conseguiu “tocar Joe Biden como um violino”. O republicano também apontou que os EUA gastaram US$ 200 bilhões a mais que a Europa na guerra e “não receberão nada em troca”.

Enquanto Trump pressiona por negociações com a Rússia, Zelensky insiste que os EUA vivem em uma “bolha de desinformação russa”. O embate entre os líderes ocorre em meio ao desgaste da guerra e ao crescente questionamento sobre o apoio ocidental à Ucrânia.

Veja o trecho da entrevista:

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