MPF cobra laudos do IML sobre mortos em operação no Rio
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

MPF cobra laudos detalhados do IML sobre mortos em megaoperação no Rio

MPF pede ao IML do Rio laudos completos das vítimas da megaoperação, com detalhes sobre ferimentos e projéteis, em até 48 horas
Corpos enfileirados em rua do Rio de Janeiro após operação policial mais letal da história da cidade • REUTERS/Ricardo Moraes

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Procurador dá 48 horas para envio de perícias com descrição de lesões, identificação de projéteis e distância dos disparos

O Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro pediu ao Instituto Médico Legal (IML) a entrega, em 48 horas, das informações completas sobre as perícias dos mortos na megaoperação policial realizada nesta terça-feira (28) nos complexos do Alemão e da Penha, na zona norte do Rio.

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O ofício, assinado pelo procurador regional dos Direitos do Cidadão Adjunto, Julio José Araujo Junior, foi encaminhado ao diretor do IML, André Luís dos Santos Medeiros, e destaca a “urgência do tema”.

O documento lista oito exigências mínimas para os laudos:

  • descrição completa das lesões externas e internas;
  • identificação e extração de projéteis;
  • exames radiográficos;
  • croqui das lesões;
  • fotografias detalhadas das feridas e das características individuais;
  • e informações sobre a trajetória e a distância dos disparos.

De acordo com o governo do Rio, 119 pessoas morreram durante a operação, incluindo quatro agentes das polícias Civil e Militar. As demais foram classificadas como suspeitos ligados ao Comando Vermelho.

Moradores das comunidades relataram ter retirado corpos de áreas de mata próximas ao local dos confrontos.

Na terça-feira (28), o MPF e a Defensoria Pública da União (DPU) já haviam solicitado informações oficiais ao governador Cláudio Castro (PL) sobre a ação policial.

Governador exaltou operação e disse que ela teria deixado somente “quatro vítimas”, em referência aos policiais mortos. A Polícia fluminense prendeu 113 pessoas e apreendeu 10 adolescentes. Entre os detidos, 33 são de outros estados. Segundo a PCERJ, foram apreendidas 118 armas, entre elas 91 fuzis.

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