MP pede que TCU investigue rombo do governo Lula em ano eleitoral
Brasília, Terça, 07 de julho de 2026
Justiça

MP pede que TCU investigue rombo do governo Lula em ano eleitoral

Pedido ocorre em meio ao aumento de medidas adotadas pelo petista com impacto fiscal

Lula
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

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Por Redação

O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MPTCU) pediu que a Corte investigue se a proximidade das eleições deste ano influenciou o aumento do rombo nas contas do governo Lula (PT). O pedido foi apresentado após a piora do resultado fiscal registrada nos primeiros meses deste ano.

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A representação é assinada pelo subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado e destaca que o governo central acumulou déficit primário de R$ 44,385 bilhões entre janeiro e maio de 2026. No mesmo período do ano passado, o resultado havia sido positivo, com superávit de R$ 32,94 bilhões.

Apenas em maio deste ano, o rombo nas contas públicas chegou a R$ 53,257 bilhões, pior resultado para o período desde 2020.

“Ainda que fatores de calendário, como a antecipação de precatórios, possam explicar parcela da piora observada, tais elementos não afastam a magnitude do desequilíbrio nem a necessidade de fiscalização”, disse Furtado na representação.

O documento aponta que as despesas do governo cresceram em ritmo superior ao das receitas e que parte significativa desse aumento ocorreu em gastos obrigatórios, que têm menor margem para redução. Segundo o subprocurador, “o que se extrai da matéria é um cenário de reversão de superávit para déficit em curto espaço de tempo”, reforçando a necessidade de acompanhamento pelos órgãos de controle.

O déficit primário ocorre quando o governo gasta mais do que arrecada, sem considerar os juros da dívida pública. O cálculo inclui as contas do Tesouro Nacional, do Banco Central (BC) e da Previdência Social, que formam o “governo central”.

“O desequilíbrio das contas públicas não constitui problema meramente contábil. Seus efeitos recaem, ao final, diretamente sobre a população. Déficits primários sucessivos pressionam a dívida pública e alimentam a inflação, que corrói o poder de compra dos salários e atinge com especial severidade a população mais pobre”, pontuou o subprocurador-geral ao TCU.

A representação também destaca que 2026 é ano de eleições e que períodos eleitorais costumam registrar aumento dos gastos públicos e adiamento de medidas de ajuste fiscal. Por isso, Furtado pede que o TCU avalie se a proximidade do pleito contribuiu para o agravamento do rombo.

O subprocurador-geral também solicita que a Corte acompanhe a evolução das contas públicas, identifique as causas da deterioração fiscal e encaminhe ao presidente do Congresso uma cópia da decisão tomada, com as razões do desequilíbrio e as medidas consideradas necessárias para corrigir o problema.

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