Mendonça cobra da PF resultado da quebra de sigilo de amiga de Lulinha
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Mendonça cobra da PF resultado da quebra de sigilo de amiga de Lulinha

Ministro solicitou à PF resultados da quebra de sigilo de investigados na Sem Desconto

Caso Master: Mendonça promete 'carta branca' à PF
Foto: Fellipe Sampaio/STF

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Por Redação

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça cobrou da Polícia Federal (PF) o envio de resultados de quebras de sigilo de investigados na Operação Sem Desconto, que apura descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS. A informação é do site Metrópoles.

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Entre os materiais solicitados está o da quebra de sigilo da empresária petista Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Lula (PT). Ambos são investigados pela PF no âmbito de apurações que envolvem Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, apontado como um dos principais lobistas no esquema do roubo dos aposentados.

Segundo o Metrópoles, a cobrança foi feita ainda em meados de maio, após a PF transferir a investigação da “Farra do INSS” da Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários para a Coordenação de Inquéritos em Tribunais Superiores (Cinq).

A mudança retirou da condução do caso o delegado Guilherme Figueiredo Silva, chefe da Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários desde junho de 2025. Foi Figueiredo quem pediu a quebra de sigilo de Lulinha e a prisão do “Careca do INSS”.

De acordo com o site, a substituição “surpreendeu” Mendonça, relator da “Farra do INSS” na Corte: “o ministro relatou a interlocutores que ficou sabendo da mudança por meio de um dos advogados que estão atuando no caso”.

Após a troca, o ministro convocou uma reunião com integrantes da Polícia Federal e solicitou um relatório detalhado sobre todos os alvos da operação para acompanhar o andamento das investigações.

A PF afirmou que a transferência do inquérito para a Cinq ocorreu por uma questão “burocrática” e tem como objetivo “assegurar maior eficiência e continuidade às investigações”. Segundo a corporação, a coordenação possui estrutura mais adequada para conduzir o caso.

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