Megaoperação atinge quadrilha que enviava 1,5 tonelada de drogas por mês
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Brasil

Megaoperação atinge quadrilha que enviava 1,5 tonelada de drogas por mês

Polícia do Paraná mira organização em megaoperação criminosa que movimentava 1,5 tonelada de drogas por mês para São Paulo
Polícia do Paraná mira organização em megaoperação criminosa que movimentava 1,5 tonelada de drogas por mês para São Paulo

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Por Redação

Grupo abastecia São Paulo com cocaína, maconha e skunk via ônibus interestaduais

Uma megaoperação contra o tráfico interestadual colocou as polícias do Paraná nas ruas na manhã desta sexta-feira (28/11).

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A operação conjunta da Polícia Civil (PCPR) e da Polícia Militar (PMPR) cumpre 109 ordens judiciais contra uma organização criminosa que movimentava cerca de 1,5 tonelada de drogas por mês, principalmente para o estado de São Paulo.

Foram expedidos 42 mandados de prisão, 54 de busca e apreensão e bloqueios de contas bancárias, imóveis e veículos ligados ao esquema.

A ação ocorre simultaneamente no Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina, com uso de helicópteros, cães farejadores, equipes especializadas e apoio da Polícia Penal.

As investigações apontaram que entre 100 e 150 quilos de drogas saíam diariamente do Paraná para Campinas (SP), onde o grupo abastecia distribuidores da região metropolitana.

A cocaína, maconha e skunk eram transportadas em malas e mochilas, principalmente em ônibus intermunicipais, por meio de “mulas” do tráfico.

Maringá, Loanda e Campinas funcionavam como principais centros logísticos. Lojas de veículos e tabacarias no Paraná eram usadas para lavagem de dinheiro.

Durante as apurações, nove pessoas já haviam sido presas. Um dos líderes foi localizado no Paraguai em ação conjunta com a Polícia Federal e autoridades locais.

Em dezembro de 2023, a polícia encontrou um centro de distribuição em Maringá com grandes quantidades de drogas, malas, embalagens e balanças de precisão.

Outras apreensões ocorreram em rodovias, em Bandeirantes e Cambará.

Segundo o delegado Leandro Roque Munin, o grupo atuava com divisão de tarefas e estrutura logística definida. “Estamos falando de uma organização que movimentava uma tonelada e meia por mês e tinha faturamento milionário. A desarticulação só foi possível pela união de esforços entre as forças policiais”.

O tenente-coronel Cristian Nogueira afirmou que a integração entre as forças foi decisiva. “A integração entre PCPR e PMPR foi determinante para atingir os principais responsáveis pelo esquema”.

O secretário de Segurança Pública do Paraná, coronel Hudson Leôncio Teixeira, declarou: “As forças de segurança do Paraná atuam de maneira integrada e permanente para desmontar estruturas criminosas que tentam se enraizar no estado. Esse trabalho conjunto, técnico e baseado em inteligência, garante respostas rápidas e eficientes, protegendo a população e enfraquecendo organizações que operam com alto poder de articulação”.

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