A Executiva Nacional do MDB decidiu intervir na condução das articulações políticas do partido no Distrito Federal e instaurou um processo de conciliação interna para definir o rumo da legenda nas eleições de 2026. A decisão foi tomada nesta quinta-feira (11) e ocorre após o acirramento das disputas entre diferentes grupos da sigla no DF.
Na prática, a direção nacional passará a participar diretamente das negociações sobre alianças e formação da chapa majoritária no Distrito Federal. O objetivo é reduzir o impasse interno e tentar construir um entendimento comum sobre o posicionamento do partido na disputa local.
A principal alternativa em discussão é o apoio à reeleição da governadora Celina Leão (PP), combinado com a construção de uma candidatura do ex-governador Ibaneis Rocha ao Senado Federal pelo MDB.
Em nota, a Executiva Nacional afirmou: “O MDB vai seguir com as tratativas para a composição de uma aliança com a governadora Celina Leão, visando à presença do MDB na chapa para o Senado com a pré-candidatura do ex-governador Ibaneis Rocha”.
A coordenação do processo ficará sob responsabilidade do líder do MDB na Câmara dos Deputados, Isnaldo Bulhões (AL), que já conduziu reunião com representantes do diretório do DF e integrantes da cúpula nacional do partido. Ele será responsável por montar uma comissão com cinco integrantes de diferentes correntes internas da sigla no Distrito Federal.
O grupo terá a missão de consolidar uma proposta única sobre as coligações locais e apresentar uma definição durante o período das convenções partidárias, marcado entre 20 de julho e 5 de agosto.
Apesar das divergências recentes, o MDB nacional confirmou a manutenção da atual direção do partido no DF, comandada pelo deputado distrital Wellington Luiz. Segundo a legenda, não houve pedido formal de intervenção ou mudança na presidência regional.
A crise interna ganhou força após o afastamento político entre Ibaneis Rocha e Celina Leão. A governadora, que assumiu o Palácio do Buriti após a saída do ex-governador para disputar o Senado, era vista inicialmente como aliada natural na sucessão.
Nos últimos meses, no entanto, o cenário mudou com o reposicionamento político de Celina e sua aproximação de outras forças, o que ampliou o desgaste público entre os dois grupos e gerou trocas de críticas sobre a condução do governo local.
