Martin de Luca defende que o CV seja tratado como grupo terrorista
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
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Martin de Luca defende que o CV seja tratado como grupo terrorista

Martin de Luca, advogado da Trump Media e da plataforma Rumble - Foto: redes sociais.
Martin de Luca, advogado da Trump Media e da plataforma Rumble. Foto: Republicação/ Youtube Claudio Dantas

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Martin de Luca critica investigação contra Cláudio Castro e compara tratamento do Comando Vermelho ao modelo dos EUA

O advogado da Trump Media, Martin de Luca, afirmou que o debate sobre segurança pública no Brasil seria “muito diferente” se o Comando Vermelho (CV) já tivesse sido designado como Organização Terrorista Estrangeira (FTO) sob a lei dos Estados Unidos, a exemplo do que fizeram Argentina e Paraguai nesta semana.

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“Se o Comando Vermelho já tivesse sido designado como Organização Terrorista Estrangeira (FTO) sob a lei dos EUA, como a Argentina e o Paraguai o designaram esta semana, o debate no Brasil hoje seria muito diferente. Em vez de investigar o governador e os policiais que arriscaram suas vidas confrontando um exército criminoso armado com drones, granadas e fuzis militares, a principal preocupação seria uma questão muito mais séria: quem os protegeu e por quê?”, escreveu De Luca no X.

Segundo ele, nos Estados Unidos, qualquer pessoa que obstrua os esforços para desmantelar uma FTO pode ser processada por fornecer “apoio material ao terrorismo”.

“Agora imagine aplicar esse padrão aqui. Aqueles que dificultam a cooperação de inteligência, bloqueiam investigações ou minam a aplicação da lei local poderiam se ver do lado errado das leis antiterroristas”, afirmou.

O advogado defendeu que o CV seja tratado como “ameaça transnacional de nível terrorista”, e não como um problema local.

“Se o Comando Vermelho fosse uma FTO, esta não seria uma história sobre ‘letalidade’ policial. Seria uma história sobre a responsabilização do Estado pela forma como o crime organizado conseguiu controlar grandes áreas urbanas no Brasil”, escreveu.

Em outra publicação, De Luca questionou a decisão do ministro Alexandre de Moraes de abrir investigação contra o governador do Rio, Cláudio Castro (PL), após a Operação Contenção, que deixou 121 mortos, incluindo 117 suspeitos e quatro agentes de segurança.

“Você acha que Alexandre de Moraes decidiu repentinamente investigar o governador do Rio de Janeiro @claudiocastroRJ logo após liderar a maior operação do Brasil contra o Comando Vermelho, por mera coincidência? Ou será que a popularidade de Castro explodiu da noite para o dia por fazer o que milhões de brasileiros imploravam: autoridades que confrontem o crime organizado sem medo?”, escreveu.

Ele completou:

“Num país onde criminosos andam impunes e quem os combate é investigado, é justo perguntar: trata-se de justiça ou de 2026?”

A Operação Contenção, realizada na última terça-feira (28), mobilizou 2,5 mil policiais em 18 horas de confronto nos complexos da Penha e do Alemão. O objetivo era atingir o núcleo de comando do CV, reunido para planejar ataques e punir rivais.

O balanço oficial da Polícia Civil indica que 78 mortos tinham histórico criminal relevante, 42 tinham mandados de prisão e 40 eram de outros estados.

A operação teve 57% de aprovação entre os moradores do Rio, segundo o Datafolha, e reacendeu o debate sobre a proposta de classificar facções criminosas como organizações terroristas, rejeitada pelo governo Lula.

O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, reafirmou que o Planalto é contrário à mudança.

“Nós temos uma posição que já foi externada várias vezes: uma coisa é terrorismo, outra coisa são facções criminosas. O terrorismo envolve sempre uma nota ideológica, é sempre uma atuação política com repercussão social”, disse.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), possível candidato à Presidência em 2026, liberou o secretário de Segurança, Guilherme Derrite (PP-SP), para reassumir o mandato na Câmara e relatar o projeto que propõe o enquadramento das facções como terroristas.

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