O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), defendeu que uma nova indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF) seja feita apenas após as eleições de outubro. A declaração foi feita na noite de ontem (29) logo após a rejeição do nome de Jorge Messias pela Casa Alta.
“Estamos no meio de um processo eleitoral, no meio de uma crise moral das instituições e temos um governo que tenta desesperadamente se recomeçar com a sociedade”, disse o parlamentar.
“O mais razoável é que se serenem os ânimos e que fique [uma nova indicação] para depois das eleições”, completou o coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL).
Marinho atribuiu parte da rejeição ao histórico de Messias à frente da Advocacia-Geral da União (AGU), citando a criação do “Ministério da Verdade”, a Procuradoria de Defesa da Democracia.
Para o senador, o desgaste acumulado do governo e do Supremo também pesou no resultado. Ele afirmou que, com a votação, “acabou o governo Lula 3”.
Em post nas redes sociais, o líder da oposição disse ainda que a rejeição de Messias “marca o início do retorno à normalidade democrática”. “Devolveremos o Brasil aos brasileiros!! O Parlamento ainda respira!”, escreveu.
