“1ª Marcha pelo Lugar da Mulher” acontece em São Paulo no dia 31
Brasília, Terça, 14 de julho de 2026
Política

“1ª Marcha pelo Lugar da Mulher” acontece em São Paulo no dia 31

Marcha busca defender o papel da mulher “no corpo, na lei e na vida”

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Por Gianlucca Gattai

Jornalista político e assuntos internacionais.

No próximo dia 31 de maio, na Avenida Paulista, em São Paulo, acontecerá a “1ª Marcha pelo Lugar da Mulher”. A concentração terá início às 15h, em frente ao MASP, e reunirá mulheres conservadoras e liberais contra movimentos ideológicos de esquerda que tentam redefinir o que é ser mulher.

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O ato em defesa das mulheres também será aberto à participação de homens e pessoas trans que apoiem a pauta do movimento.

De acordo com a empresária e ativista Bárbara Hannelore, uma das porta-vozes da manifestação, o ato “não é sobre ódio”, mas sobre o lugar da mulher “no corpo, na lei e na vida”: “É um ato de mulheres e de homens unidos, de todas as idades, todas as cores, crenças, de todo lugar do Brasil, que ainda acredita que ser mulher é uma categoria que existe”.

Segundo Bárara, projetos de lei em tramitação no Congresso estariam sendo articulados “pra calar a nossa voz”, como propostas que redefinem a palavra mulher na legislação: “O apagamento do que foi conquistado por tantas mulheres que sangraram antes de nós”.

“Esse é só o início desse movimento. Pra que nós possamos, de fato, ocupar o lugar que é nosso. Sem que nenhum tipo de movimento ideológico apague as mulheres da história”, diz a ativista em um vídeo de divulgação do ato publicado nas redes sociais.

Em outra gravação de convocação para a manifestação, Bárbara afirma que é mãe e não “pessoa que gesta” ou “progenitora A”: “Eu não sou um conceito neutro numa folha de papel. Quando apagam a palavra mãe de documentos e políticas públicas, estão apagando a minha história, a minha biologia e o meu lugar. Maternidade não é um termo ultrapassado, é a força que move esse mundo”.

A cientista política Júlia Lucy, que também atua como porta-voz da manifestação, convocou apoiadores para o ato durante o programa ALive na semana passada. “A gente tem que colocar de novo o lugar da mãe no lugar onde é mãe, porque só mulher é mãe”, defendeu.

Além de ser porta-voz da marcha, Lucy também lidera o movimento “Ele Nunca Será Mulher”, que defende a identidade feminina e visa combater o avanço da agenda progressista que promove a “perda de espaços de segurança e de poder” das mulheres brasileiras.

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