O pastor Silas Malafaia, investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou em entrevista ao programa Alive, do canal Claudio Dantas, que o ministro Alexandre de Moraes impediu a realização de um culto evangélico na casa do ex-presidente Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar. Malafaia classificou a decisão como uma “perseguição política e religiosa”.
Segundo o pastor, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro havia pedido a Moraes que permitisse a ida de “alguns irmãos” para fazer um culto e ajudar a autoestima do ex-presidente — Bolsonaro está em prisão domiciliar desde 4 de agosto por ordem do próprio ministro, que alegou descumprimento de medidas cautelares.
“A Michelle disse em alto e bom som que pediu a Alexandre de Moraes para alguns irmãos irem na casa dela fazer um culto e aí chega Moraes e impediu”, declarou Malafaia. A fala da ex-primeira-dama foi dada, segundo o pastor, durante o discurso na Avenida Paulista nas manifestações deste domingo (7).
Para o pastor, a atitude do magistrado configura “humilhação” e “maldade”, especialmente por Bolsonaro estar “debilitado” e ter tido sua casa revistada. “Todo o respeito à figura de alguém que ocupou o país [Bolsonaro]. Mais respeito. Então, olha o que que Alexandre de Moraes está fazendo com um ex-presidente da República!”, questionou.
Malafaia, que teve seu passaporte apreendido e está proibido de deixar o país e de fazer contato com Bolsonaro e outros investigados, também se defendeu, classificando a ação contra ele como uma perseguição religiosa.
Ele disse que voltou ao Brasil ciente da investigação e que a apreensão de seu passaporte é ilegal, uma vez que só deve ser feita “se houver risco eminente de fuga”. Além disso, ele relatou que cadernos com anotações de sermões foram confiscados.
“Eu sou um pastor! [O delegado] pegou meus três cadernos de esboços bíblicos que das mensagens que eu prego e um caderno dos discursos que eu faço e dos vídeos que eu gravo”, disse, criticando a apreensão de sua “ferramenta de trabalho”.
