Malafaia acusa Moraes de impedir culto na casa de Bolsonaro
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Malafaia acusa Moraes de impedir culto na casa de Bolsonaro

Malafaia acusa Moraes de perseguição religiosa e política
Foto: Reprodução

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Por Isac Mascarenhas

O pastor Silas Malafaia, investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou em entrevista ao programa Alive, do canal Claudio Dantas, que o ministro Alexandre de Moraes impediu a realização de um culto evangélico na casa do ex-presidente Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar. Malafaia classificou a decisão como uma “perseguição política e religiosa”.

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Segundo o pastor, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro havia pedido a Moraes que permitisse a ida de “alguns irmãos” para fazer um culto e ajudar a autoestima do ex-presidente — Bolsonaro está em prisão domiciliar desde 4 de agosto por ordem do próprio ministro, que alegou descumprimento de medidas cautelares.

“A Michelle disse em alto e bom som que pediu a Alexandre de Moraes para alguns irmãos irem na casa dela fazer um culto e aí chega Moraes e impediu”, declarou Malafaia. A fala da ex-primeira-dama foi dada, segundo o pastor, durante o discurso na Avenida Paulista nas manifestações deste domingo (7).

Para o pastor, a atitude do magistrado configura “humilhação” e “maldade”, especialmente por Bolsonaro estar “debilitado” e ter tido sua casa revistada. “Todo o respeito à figura de alguém que ocupou o país [Bolsonaro]. Mais respeito. Então, olha o que que Alexandre de Moraes está fazendo com um ex-presidente da República!”, questionou.

Malafaia, que teve seu passaporte apreendido e está proibido de deixar o país e de fazer contato com Bolsonaro e outros investigados, também se defendeu, classificando a ação contra ele como uma perseguição religiosa.

Ele disse que voltou ao Brasil ciente da investigação e que a apreensão de seu passaporte é ilegal, uma vez que só deve ser feita “se houver risco eminente de fuga”. Além disso, ele relatou que cadernos com anotações de sermões foram confiscados.

“Eu sou um pastor! [O delegado] pegou meus três cadernos de esboços bíblicos que das mensagens que eu prego e um caderno dos discursos que eu faço e dos vídeos que eu gravo”, disse, criticando a apreensão de sua “ferramenta de trabalho”.

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