Em entrevista ao programa ALive, com Claudio Dantas, a vereadora Amanda Vettorazzo (União-SP) detalhou o projeto de lei “Anti-Oruam”, que visa proibir o financiamento público de shows e espetáculos de artistas quem façam apologia ao crime. Apesar da resistência da esquerda, a iniciativa vem inspirando o país todo.
“Mais de 130 cidades já protocolaram o PL e cinco cidades já aprovaram o projeto. Inclusive, a primeira cidade a aprovar o projeto foi aqui no estado de São Paulo, o Cruzeiro aprovou por unanimidade”, afirmou a vereadora
A ideia do projeto, segundo ela, é proteger o jovem do aliciamento do crime organizado. Segundo Amanda, o PL leva o nome de “Anti-Oruam” porque o cantor faz vários shows, muitas vezes com dinheiro público, vestindo camiseta com o rosto do pai, Marcinho VP, líder do Comando Vermelho, e pedindo sua libertação. Mas não só.
“Ele canta o hino do Comando Vermelho, então, é uma apologia muito clara ao crime organizado. Principalmente a juventude, eles pegam pessoas como o Oruam e usam como exemplo de vida e falam ‘eu quero ser assim’”, disse Amanda.
O projeto prevê multa de até 100 mil reais ao artista que, financiado pelo poder pública, descumpra a regra. E não se trata de proibir qualquer estilo musical.
“Ele não fala de funk, ele não fala de rap, ele não fala de nenhum estilo musical. Pra quem leu o projeto, ele fala sim, muito duramente, que se qualquer estilo musical, qualquer artista subir ao palco e fizer apologia ao crime organizado e ao uso de drogas, vai ter uma multa de 100%”, destaca.
Amanda conta ainda que foi agredida nas redes por Oruam, que convocou seus seguidores. Ela conta que, em apenas um dia, recebeu mais de 500 ameaças de morte e que registrou ocorrência na Polícia Civil.
Leia o projeto (abaixo) e assista ao programa:
Assista ao programa completo:
