Macron diz que França votará contra acordo Mercosul–UE
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
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Macron diz que França votará contra acordo Mercosul–UE

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Anúncio ocorre após protestos de agricultores em Paris contra o pacto comercial

A França votará contra o acordo comercial entre a União Europeia e países do Mercosul, afirmou nesta quinta-feira (8) o presidente Emmanuel Macron. A declaração foi feita enquanto agricultores bloqueavam vias de acesso a Paris e pontos turísticos da capital em protesto contra o pacto.

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As manifestações foram convocadas pelo sindicato agrícola de direita Coordination Rurale, que critica o acordo por considerar que ele pode ampliar a entrada de alimentos importados a preços mais baixos no mercado europeu.

Macron afirmou nas redes sociais que a França votará contra a assinatura do acordo prevista para esta sexta-feira (9), apesar de, segundo ele, a Comissão Europeia ter apresentado “compromissos importantes”. O presidente disse que continuará atuando para garantir a aplicação dessas promessas e para “proteger os agricultores franceses”.

A Irlanda também informou que votará contra o acordo. Ainda assim, com o apoio sinalizado por países como Itália, Alemanha e Espanha, a expectativa é de que a proposta avance na votação no âmbito da União Europeia.

O tema é sensível para o governo francês, que enfrenta eleições municipais em março e vê o crescimento da direita nas pesquisas, às vésperas da sucessão presidencial prevista para 2027.

A ministra da Agricultura da França, Annie Genevard, declarou que, mesmo que o acordo seja aprovado no Conselho Europeu, o país seguirá tentando barrá-lo no Parlamento Europeu, cuja aprovação também é necessária para a entrada em vigor do pacto.

Durante os protestos, agricultores bloquearam rodovias de acesso à capital, circularam pela avenida Champs-Élysées e interditaram áreas próximas ao Arco do Triunfo. Também houve concentração em frente à Assembleia Nacional. Segundo autoridades francesas, os atos causaram longos congestionamentos, mas não houve registro de violência grave.

Além do acordo com o Mercosul, os manifestantes criticaram custos elevados de produção, excesso de regulamentação e políticas sanitárias adotadas pelo governo francês.

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