Reservas para parlamentares saltam de R$ 152 mi para R$ 667 mi
O governo Lula disparou a liberação de emendas parlamentares nos últimos dias numa tentativa de barrar a ofensiva da Câmara contra o decreto do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que eleva o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). Em apenas quatro dias, a reserva de recursos para os congressistas saltou de R$ 152,1 milhões para R$ 667,4 milhões, uma diferença de R$ 515,3 milhões. Os dados são do Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento (Siop).
Porém, a estratégia não foi suficiente para conter o avanço da base parlamentar que pressiona o governo. Na segunda-feira (16), a Câmara aprovou por ampla maioria (346 votos a 97) a urgência para votação do projeto que derruba o decreto de Haddad. Com isso, a proposta pode ir ao plenário a qualquer momento.
Mesmo com o aumento expressivo nos empenhos de emendas individuais e de bancada, o governo segue distante da execução real dos pagamentos. Até agora, apenas R$ 5,1 milhões foram efetivamente pagos em 2025, número que permanece inalterado desde a última atualização.
O próprio presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), fez questão de enviar um recado claro ao Planalto após a aprovação da urgência:
“Foi um recado da sociedade, que não aguenta mais aumento de imposto”.
O volume de recursos reservados ainda representa pouco mais de 1% dos R$ 50 bilhões previstos para liberação no ano.
