O presidente Lula assinou a Medida Provisória da Reforma do Setor Elétrico prometendo gratuidade na conta de luz para famílias de baixa renda, mas a conta vai sobrar para os demais consumidores. A nova Tarifa Social de Energia Elétrica, criada pela MP assinada no último dia 21, prevê isenção total para famílias inscritas no CadÚnico, com renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa, que consomem até 80 kWh/mês.
A proposta também contempla beneficiários do BPC, indígenas, quilombolas e famílias atendidas por sistemas isolados de energia.
O governo estima que 16 milhões de pessoas serão beneficiadas. No entanto, para quem exceder os 80 kWh, será preciso pagar proporcionalmente. Além disso, a MP isenta da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) as famílias com renda entre meio e um salário mínimo que consumirem até 120 kWh/mês.
Um estudo da Volt Robotics, obtido pela CNN, alerta para o impacto dessa medida. Segundo a análise, embora a proposta ajude os consumidores da tarifa social, ela acaba jogando o peso da conta nos demais brasileiros, incluindo pequenos e grandes consumidores.
A previsão é de aumento de até 12% na conta de luz, principalmente para a classe média.
A medida, apresentada como um alívio para os mais pobres, é mais um exemplo da velha prática de Lula de dar com uma mão e tirar com a outra, jogando a conta para a maioria da população.
