Lula diz que não entende polêmica sobre indicação de Messias ao STF 
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Lula diz que não entende polêmica sobre indicação de Messias ao STF 

Lula e Jorge Messias Foto: Reprodução
Lula e Jorge Messias Foto: Reprodução

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Por Redação

Falta de envio de mensagem oficial ao Senado trava sabatina 

Lula comentou nesta quarta-feira (3), sobre a tensão com o Senado em torno da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal.

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A resposta veio após o cancelamento da sabatina, que estava prevista para o próximo dia 10 de dezembro, em meio ao impasse entre o Palácio do Planalto e a presidência do Senado.

Sinceramente, eu não entendo o porquê da polêmica, não é o primeiro ministro que eu indico. Eu não sei por que foi transformado num problema político dessa monta, eu espero que seja resolvido”, declarou Lula.

A indicação de Messias foi anunciada no dia 20 de novembro, poucas horas antes de o presidente embarcar para uma viagem internacional.

A vaga aberta na Corte é a do ministro Luís Roberto Barroso, que pediu aposentadoria antecipada. O anúncio, no entanto, provocou mal-estar com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que afirmou não ter sido informado previamente da escolha.

Nos bastidores, Alcolumbre defendia o nome do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para ocupar a cadeira no Supremo.

Dias após a indicação, Davi Alcolumbre chegou a marcar a data da sabatina de Jorge Messias na Comissão de Constituição e Justiça e da votação no plenário do Senado.

Mas a falta de envio da mensagem oficial do Executivo, documento obrigatório para que o processo avance formalmente, inviabilizou a análise no cronograma anunciado. Diante disso, o presidente do Senado decidiu cancelar a sabatina.

Questionado sobre o ruído político criado em torno da escolha, Lula demonstrou tranquilidade e reafirmou a legitimidade da indicação. “Não é o primeiro ministro que eu indico. Eu já indiquei oito ministros. Eu simplesmente escolho uma pessoa, mando para o Senado, e o Senado faz um julgamento para saber se a pessoa está qualificada ou não”, afirmou. “Eu estou muito tranquilo com relação a isso, cumpri o meu papel, mandei um nome que entendo que tem qualificação profissional para ser ministro da Suprema Corte. Qualificação comprovada”, completou.

O governo, por sua vez, optou por não enviar imediatamente a mensagem oficial ao Senado com o objetivo de ganhar tempo para que Jorge Messias pudesse se reunir com parlamentares e construir apoio político.

A avaliação interna era de que, sem essas articulações, o advogado-geral da União poderia não alcançar os 41 votos necessários para aprovação no plenário.

A decisão, porém, foi criticada por Davi Alcolumbre, que classificou a conduta do Executivo como “grave e sem precedentes”.

Em comunicado encaminhado aos senadores, o presidente da Casa afirmou que o Legislativo foi surpreendido com a ausência do documento formal, mesmo após a definição das datas de sabatina e votação. “Essa omissão, de responsabilidade exclusiva do Poder Executivo, é grave e sem precedentes”, declarou.

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