No congresso do PCdoB, Lula adotou tom de campanha antecipada e culpou a direita pelos problemas do país
Lula aproveitou o 16º Congresso Nacional do PCdoB, em Brasília, para dizer que “possivelmente” será candidato à Presidência da República no ano que vem e por sua vez, transformou o evento partidário em um palanque político antecipado. Ele se manteve em um discurso de ataques à direita e à chamada “extrema direita”, que, segundo ele, “não pode voltar a governar o país”.

Lula voltou a culpar o avanço da direita mundial pela perda de influência dos setores progressistas e em tom populista, defendeu que a militância da esquerda se una numa espécie de cruzada ideológica contra seus adversários, reforçando o discurso de polarização que marcou as últimas campanhas eleitorais. Ao mesmo tempo, cobrou “ampliação das bancadas aliadas” para garantir maioria no Congresso.
Outro ponto que chamou atenção foi o caráter abertamente ideológico do evento: o congresso do PCdoB contou com delegações estrangeiras de partidos comunistas, sinalizando uma tentativa de reaproximação com pautas estatistas e intervencionistas.
Lula também voltou a afirmar que a democracia “está derrotada” quando faltam comida e direitos básicos, mas novamente responsabilizou opositores, sem reconhecer que as dificuldades sociais persistem mesmo após quase dois anos de seu terceiro mandato.
