Líder da confederação participou de agendas oficiais e conselhos ligados a programas federais.
O governo federal financiou ao menos 19 viagens oficiais realizadas por Vânia Marques, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), desde que ela assumiu o comando da entidade em abril de 2023. As despesas, registradas em diárias e passagens, estão vinculadas à sua participação em eventos e conselhos ligados a programas do Executivo, especialmente nas áreas social e ambiental.
A primeira viagem ocorreu em junho de 2023, quando Vânia viajou de Salvador (BA) a Brasília (DF) para participar de uma reunião no Palácio do Planalto. Desde então, a dirigente realizou diversas viagens a serviço do governo, com deslocamentos e hospedagens custeados pela administração pública.
Entre 2023 e 2025, foram registradas três viagens em 2023, quatro em 2024 e quatro em 2025, segundo registros oficiais. A mais recente aconteceu entre 15 e 19 de setembro, quando ela participou de um encontro preparatório para a COP-30, em Belém (PA). O custo total da missão foi de R$ 4.197, conforme dados disponibilizados nos portais de transparência.
Participação em conselhos e programas federais
Vânia Marques representa a Contag em diversos conselhos e comitês ligados ao governo, entre eles grupos consultivos sobre meio ambiente, habitação rural e programas sociais. Ela também integra colegiados associados ao programa “Minha Casa, Minha Vida”, voltados à habitação em áreas rurais e à regularização fundiária de pequenos produtores.
A presença da dirigente nesses espaços foi confirmada por agendas públicas do Ministério do Desenvolvimento Agrário e da Secretaria-Geral da Presidência da República, que mantêm diálogo permanente com entidades de representação rural.
Contag e histórico da entidade
A Contag é uma das maiores confederações sindicais do país, reunindo mais de 4 mil sindicatos e federações de trabalhadores rurais. Fundada em 1963, a instituição atua em pautas como reforma agrária, agricultura familiar, previdência rural e políticas de combate à fome.
Atualmente, a confederação possui receita anual superior a R$ 3 bilhões, proveniente principalmente de contribuições sindicais, parcerias e convênios públicos. A entidade tem sede em Brasília e mantém representação em todos os estados.
