Lula nunca emplacou um petista na Presidência do Senado - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Breaking News

Lula nunca emplacou um petista na Presidência do Senado

Compartilhe em

Foto do autor

Por Redação

Lula nunca elegeu um senador do PT para a Presidência do Senado. Nem em seus dois primeiros mandatos, nem agora. Sempre ficou na mão do Centrão e seu principal aliado na Casa naqueles tempos foi Renan Calheiros (MDB-AL), segundo senador com mais mandatos no comando da Câmara Alta, atrás apenas de José Sarney (MDB-AP).

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

Agora, no caso de Davi Alcolumbre (União-AP), também teve que se render a acordos políticos.

Na Câmara, o último petista a ocupar a Presidência foi Marco Maia (RS), de 2010 anos 2013, substituindo Michel Temer e conquistando um segundo mandato. Lá se vão 12 anos. Até o impeachment de Dilma Rousseff, PT e MDB se revezavam na Casa Baixa.

Outros que comandaram a Câmara foram João Paulo Cunha (PT-SP), de 2003 a 2005; e Arlindo Chinaglia (PT-SP), de 2007 a 2009. Entre eles, também presidiu Aldo Rebelo (PCdoB-SP).

Mesmo sem o domínio total do Congresso, Lula conseguiu aprovar projetos estratégicos durante seu primeiro mandato. No entanto, a governabilidade foi marcada pelo escândalo do Mensalão, um esquema de corrupção organizado pela cúpula petista para comprar o apoio de parlamentares. A crise política gerada pelo escândalo prejudicou as negociações do governo com o Congresso, minando sua influência e enfraquecendo sua base de apoio.

No terceiro mandato, a relação do petista com Arthur Lira (PP-AL) e Rodrigo Pacheco (PSD-MG) foi marcada por desconfiança e isolamento. Parlamentares que não fazem parte da base governista denunciam a dificuldade de diálogo com Lula e a falta de articulação do Planalto. Essa rigidez acaba desfavorecendo o povo, que é o maior interessado no avanço de políticas públicas no Brasil.

Com um índice de desaprovação de 51% e uma popularidade em queda, Lula enfrenta desafios para manter sua influência política e cumprir promessas de campanha que seguem estagnadas. O Congresso continuará sendo um fator decisivo para o futuro do petista e para o caminho de um possível sucessor em 2026.

Escreva seu e-mail para receber bastidores e notícias exclusivas

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Publicidade