Lula insiste em aumento do IOF: “Não dá para ceder toda hora” - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Lula insiste em aumento do IOF: “Não dá para ceder toda hora”

Após derrota da MP na Câmara, governo Lula estuda novo aumento do IOF e medidas de contingenciamento para equilibrar as contas públicas
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

O presidente Lula afirmou que o governo precisa “brigar” pela decisão do Ministério da Fazenda de elevar o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para setores que, segundo ele, “ganham muito dinheiro”.

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A declaração foi dada em entrevista ao podcast “Mano a Mano”, que veio ao ar nesta quinta-feira (19).

Não dá para ceder toda hora”, disse Lula ao justificar a medida. O presidente citou plataformas de apostas esportivas — as chamadas bets — e fintechs como alvos da nova tributação. “O IOF do [Fernando] Haddad não tem nada demais”, afirmou.

Lula explicou que o aumento do imposto busca compensar cortes no orçamento. “Toda vez que a gente vai ultrapassar o arcabouço fiscal, a gente tem que cortar do orçamento. Então, se eu tiver que cortar R$ 40 bilhões do orçamento de obras de rua para a saúde, para a educação, eu tenho que ter uma compensação. O IOF é um pouco para fazer essa compensação.”

A medida foi publicada em decreto no dia 22 de maio. Após forte resistência no Congresso, o governo editou uma nova versão em 11 de junho, reduzindo alíquotas e promovendo ajustes em dispositivos sensíveis, como operações de crédito e investimentos estrangeiros.

“As bets pagam 12%, nós queremos que paguem 18%. Eles ganham bilhões e bilhões. Não querem pagar. As fintechs, hoje, são quase que uns bancos, não querem pagar. Então essa briga nós temos que fazer, gente, não dá para a gente ceder toda hora”, disse o presidente.

Na última segunda-feira (17), a Câmara aprovou o regime de urgência para um projeto que busca anular o novo decreto do IOF. O mérito da proposta ainda será analisado.

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