Lula faz novas reuniões nesta quinta para discutir tarifas e sanções dos EUA - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Lula faz novas reuniões nesta quinta para discutir tarifas e sanções dos EUA

Lula em reunião

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Por Redação

O presidente Lula realizou uma nova rodada de reuniões nesta quinta-feira (31) para discutir a taxação de 50% sobre produtos brasileiros nos Estados Unidos e as sanções contra Alexandre de Moraes. Os ministros analisaram os cenários e impactos econômicos das medidas, considerando a lista de mais de 700 itens exceções. 

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O encontro, que aconteceu no Palácio do Planalto, contou com a presença de diversos ministros, incluindo Fernando Haddad (Fazenda), Jorge Messias (Advocacia-Geral da União), Gleisi Hoffmann (Secretaria de Relações Institucionais), Rui Costa (Casa Civil), Alexandre Padilha (Saúde), Sidônio Palmeira (Comunicação Social da Presidência) e o Secretário-Executivo do MDIC, Márcio Fernando Elias Rosa, que substituiu o vice-presidente Geraldo Alckmin, que cumpre agenda em São Paulo.

Ficou definido que, a partir da próxima segunda-feira (4), o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio voltará a ouvir os setores mais afetados para realizar ajustes específicos no plano de contingência.

Não há um prazo definido para o anúncio de medidas, que poderão ser implementadas individualmente por setor, sem a necessidade de um “pacote” único.

Lula ainda tem prevista uma reunião com ministros do STF na noite desta quinta-feira no Palácio da Alvorada. O objetivo é discutir o posicionamento brasileiro em meio às tarifas e à sanção imposta pelos EUA a Alexandre de Moraes.

O presidente já havia convocado uma reunião de emergência na última quarta-feira (30), logo após Donald Trump formalizar o tarifaço. Na ocasião, Lula declarou que o dia era “sagrado da soberania”, enfatizando a necessidade de defender a soberania do povo brasileiro.

Após o primeiro encontro, o Planalto divulgou uma nota, assinada pelo presidente, classificando como “inaceitável a interferência do governo norte-americano na Justiça brasileira”.

O comunicado expressa solidariedade a Alexandre de Moraes, afirmando que a ação dos EUA foi “motivada pela ação de políticos brasileiros que traem nossa pátria e nosso povo em defesa dos próprios interesses”.

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