O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estuda retaliar os Estados Unidos com medidas tarifárias. O tema foi discutido entre Lula, ministros e deputados durante o voo de volta de Belo Horizonte (MG) para Brasília (DF), nesta terça-feira (11), segundo apuração do Poder360.
Lula não detalhou quais ações o governo pode adotar. Disse apenas que pedirá uma análise técnica antes de tomar qualquer decisão. A reação é uma resposta à medida do presidente Donald Trump (Partido Republicano), que impôs tarifa de 25% sobre o aço e o alumínio do Brasil. A sobretaxa passa a valer a partir desta quarta-feira (12).
Segundo o vice-secretário de imprensa da Casa Branca, Kush Desai, “todos os parceiros comerciais” dos EUA serão afetados, “sem exceções”. Na prática, o aumento de impostos pode afastar compradores americanos do aço e do alumínio brasileiros.
Nesta terça, Lula esteve em evento na fábrica da Gerdau, em Ouro Branco (MG), responsável por 12% da produção nacional de aço. Evitou comentar a decisão do governo Trump.
Horas antes, em visita ao centro de desenvolvimento da Stellantis, em Betim (MG), atacou diretamente o presidente dos EUA: “Não adianta ficar gritando de lá porque aprendi a não ter medo de cara feia. Fale manso comigo, fale com respeito que eu aprendi a respeitar as pessoas e quero ser respeitado”.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que acompanhava Lula, se reunirá nesta quarta-feira (12) com representantes do Instituto Aço Brasil. O encontro terá como pauta a crise gerada pela sobretaxa americana. Participam da reunião:
• Guilherme Mello, secretário de Política Econômica
• Rogério Ceron, secretário do Tesouro Nacional
• Sergio Leite de Andrade, presidente do conselho do Instituto Aço Brasil e VP da Usiminas
• Marco Pollo de Mello Lopes, presidente-executivo do Instituto Aço Brasil
• Cristina Yuan, diretora de Assuntos Institucionais do Instituto Aço Brasil
• Marcelo Ávila, superintendente de economia do Instituto Aço Brasil
• André Gerdau Johannpeter (Gerdau)
• Erick Torres (ArcelorMittal Pecém)
• Jorge Oliveira (ArcelorMittal Brasil)
O governo Lula tenta dar uma resposta ao impacto das tarifas, mas ainda não apresentou alternativas para proteger o setor siderúrgico nacional.
