O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cometeu um erro nesta sexta-feira (7) ao afirmar, durante um evento sobre reforma agrária em Minas Gerais, que o PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil só cresceu acima de 3% ao ano durante seus governos. Na realidade, em 2020, sob Jair Bolsonaro (PL), a economia brasileira teve um crescimento de 4,8%.
“Você sabe quantas vezes a economia brasileira, depois de 2010, cresceu acima de 3%? Ela só cresceu acima de 3%… A última vez que cresceu foi no meu governo em 2010, que a economia cresceu 7,5%. De lá para cá, ela nunca mais cresceu acima de 3%”, declarou Lula.
O presidente também se confundiu ao dizer que foi sua volta ao poder que permitiu que o PIB voltasse a crescer acima de 3%. No discurso, em vez de mencionar o PIB, ele falou “inflação”. O índice, no entanto, continua elevado, pressionando os juros e impactando o custo de vida.
O governo federal tem buscado conter a alta de preços, especialmente nos alimentos.
“Pois foi o Lulinha voltar, que a inflação [sic] já cresceu 3,4% e 3,5%. E agora vai crescer 3,4% outra vez”, disse Lula.
Na quinta-feira (6), o governo anunciou medidas para tentar frear a inflação e reduzir os preços dos alimentos. O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin (PSB), anunciou a isenção do imposto de importação para nove produtos. No entanto, conforme apurou o Poder360, a medida terá impacto limitado, já que os itens beneficiados representam apenas 1% do total importado pelo Brasil em 2024.
O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou nesta sexta-feira (7) que o PIB do país cresceu 3,4% em 2024 em relação ao ano anterior, totalizando R$ 11,7 trilhões. O resultado ficou dentro das projeções dos agentes financeiros.
Em 2023, a agropecuária foi o principal motor do crescimento econômico, mas em 2024 o setor recuou 3,2%. Os destaques positivos foram a indústria, com crescimento de 3,3%, e os serviços, que avançaram 3,7%.
