O presidente Lula prepara uma série de reuniões bilaterais com chefes de regimes autoritários neste sábado (5), no Rio de Janeiro, em uma tentativa de dar fôlego à cúpula do Brics, que já enfrenta a ausência de diversos chefes de Estado. Entre os nomes confirmados estão o ditador de Cuba, Miguel Díaz-Canel; o ditador da China, Li Qiang; além dos líderes de Vietnã, Etiópia e Nigéria, países marcados por governos autoritários ou instabilidade institucional.
Os encontros com os representantes de Cuba, China, Etiópia, Vietnã e Nigéria acontecerão no Forte de Copacabana, à tarde, após Lula discursar pela manhã no Fórum Empresarial do Brics, na zona portuária. A previsão do Planalto é abrir espaço para até oito reuniões bilaterais, centradas em temas globais e interesses econômicos comuns.
Apesar de Lula tentar reforçar o protagonismo do Brasil como anfitrião do bloco, a cúpula deste ano é marcada pelo esvaziamento de líderes relevantes. A alternativa encontrada foi intensificar os encontros paralelos, especialmente com aliados ideológicos que compartilham a mesma visão crítica ao Ocidente.
Além das reuniões agendadas para o sábado, o presidente poderá ter conversas reservadas com outros chefes de governo no Museu de Arte Moderna (MAM), onde a cúpula começa no domingo (6) e termina na segunda-feira (7).
No domingo, o evento será iniciado com a tradicional fotografia oficial e segue com sessões plenárias sobre “Paz, Segurança e Reforma da Governança Global”, além do anúncio da Declaração de Líderes do Rio. A programação inclui ainda temas como multilateralismo, inteligência artificial e economia global, encerrando com um coquetel oferecido por Lula e pela primeira-dama, Janja da Silva.
Concluída a cúpula, Lula retorna a Brasília para receber o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, e o novo presidente da Indonésia, Prabowo Subianto, ambos também alinhados com pautas do Sul Global e com interesses econômicos estratégicos.
