A menos de dois meses do início da campanha eleitoral, o Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) intensificam as negociações para consolidar seus palanques estaduais. Levantamento da CNN mostra que Lula já definiu alianças em 24 estados e no Distrito Federal, enquanto Flávio tem acordos firmados em ao menos 14 estados, além do DF.
O mapeamento considera palanques anunciados, formalizados ou apoios declarados publicamente. No caso do PT, as indefinições permanecem em Minas Gerais e Goiás. Já o PL ainda negocia apoios em seis estados, com maior concentração de pendências no Nordeste.
Em Minas Gerais, o PT trabalha para viabilizar a candidatura da ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, embora ela manifeste preferência por disputar uma vaga no Senado. Em Goiás, o ex-deputado estadual Luís César Bueno se apresenta como pré-candidato, mas o partido ainda não oficializou a escolha.
No campo do PL, o cenário mais consolidado está nas regiões Sul e Centro-Oeste. As negociações seguem abertas em parte do Sudeste, Norte e, principalmente, no Nordeste, onde o partido busca ampliar sua presença.
Na Bahia, ACM Neto (União Brasil) ainda não definiu se dividirá o palanque com Flávio Bolsonaro. Em Pernambuco, a governadora Raquel Lyra (PSD) também não confirmou apoio ao senador.
Em Tocantins, o desenho político aponta para um possível apoio à senadora Professora Dorinha (União Brasil), em articulação ligada à tentativa de reeleição do senador Eduardo Gomes (PL). Ao mesmo tempo, o deputado Vicentinho Júnior (PSDB) também mantém interlocução com o grupo político de Flávio.
Em Alagoas, aliados do senador discutem duas alternativas: lançar candidatura própria ao governo estadual ou integrar uma composição da oposição.
As estratégias adotadas pelos partidos são diferentes. O PT decidiu priorizar alianças estaduais em vez de ampliar o número de candidaturas próprias. O partido pretende lançar dez candidatos a governador e apoiar nomes de outras legendas, entre elas PSD, PSB, MDB, PDT, União Brasil, PP e Republicanos.
O PL, por sua vez, aposta em maior número de candidaturas próprias e trabalha para lançar pelo menos onze candidatos ao governo estadual. Paralelamente, também mantém acordos com partidos de centro, como PP, Republicanos e Podemos.
Minas Gerais é o único estado em que os dois grupos ainda não definiram seus palanques. Enquanto o PT tenta consolidar o nome de Marília Campos, Flávio Bolsonaro aguarda a decisão do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) sobre uma eventual candidatura ao governo estadual antes de definir uma alternativa.
