O presidente Lula (PT) defendeu o sistema eleitoral brasileiro durante uma conversa informal com líderes internacionais na cúpula do G7, realizada nesta quarta-feira (17), em Évian-les-Bains, na França. O diálogo, captado por microfones durante a chegada das autoridades ao evento, mostra o petista exaltando a rapidez da apuração das eleições no Brasil e sugerindo que o modelo de votação eletrônica seja recomendado pela Organização das Nações Unidas (ONU).
A conversa ocorreu com o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, e a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, momentos antes do início das reuniões oficiais do grupo.
Ao explicar o funcionamento das eleições brasileiras, Lula destacou a velocidade da totalização dos votos e afirmou que o sistema poderia servir de referência para outras nações.
“A eleição no Brasil é muito rápida. A eleição termina às 17h e às 19h já temos os resultados de 160 milhões de votos. Eu não sei por que a ONU não adota o sistema eletrônico como orientação aos outros países”, declarou.
Durante a conversa, o presidente também comentou o cenário político internacional e relativizou classificações ideológicas. Segundo Lula, a alternância entre governos de direita e esquerda demonstra que o eleitorado tende a buscar posições mais moderadas.
“O mundo é do caminho do meio. Essa é a verdade”, afirmou.
Em outro momento, Kristalina Georgieva observou que, quando Lula assumiu a Presidência pela primeira vez, havia a expectativa de que adotasse uma postura mais alinhada à esquerda. A dirigente do FMI comentou: “Quando você foi presidente pela primeira vez, todo mundo esperava que você fosse um esquerdista, e você não foi”.
O diálogo também abordou as regras eleitorais brasileiras. Ao explicar que a legislação permite o retorno à Presidência após um intervalo entre mandatos consecutivos, Lula mencionou a possibilidade de disputar novamente o Palácio do Planalto.
“Se eu for eleito agora, serei o presidente eleito mais longevo da história do Brasil. O único eleito três vezes. E possivelmente o único eleito quatro vezes”, disse.
Lula participa da cúpula do G7 como convidado. Além do Brasil, países como Índia, Egito e Quênia também foram chamados para participar das discussões deste ano.
A reunião teve como foco temas ligados à segurança econômica global, comércio internacional, minerais estratégicos, inteligência artificial e os desdobramentos da guerra entre Rússia e Ucrânia.
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