Em meio a impasse comercial, Lula e Trump não se cumprimentam no G7
Brasília, Terça, 16 de junho de 2026
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Em meio a impasse comercial, Lula e Trump não se cumprimentam no G7

Presidentes participaram da foto oficial da cúpula na França, mas não interagiram publicamente

Foto: Ricardo Stuckert / PR

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Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

O presidente Lula (PT) e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Republicano), participaram nesta terça-feira (16) da tradicional foto oficial da Cúpula do G7, realizada em Évian-les-Bains, na França. Apesar de estarem no mesmo evento e de circularem próximos durante a cerimônia, os dois líderes não trocaram cumprimentos nem conversaram publicamente após o registro.

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O encontro ocorre em um momento de tensão diplomática entre Brasília e Washington, após o governo norte-americano propor novas tarifas sobre produtos brasileiros. A medida ainda está em fase de consulta pública, mas elevou o tom das relações entre os dois países nas últimas semanas.

Convidado para participar da sessão ampliada do G7, Lula integrou o chamado “retrato de família” ao lado dos chefes de Estado e de governo presentes no encontro. Durante a cerimônia, o presidente brasileiro ficou posicionado próximo ao chanceler alemão, Friedrich Merz, enquanto a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, ocupava posição logo atrás.

Após a fotografia oficial, Lula permaneceu conversando com Ursula von der Leyen. Nesse momento, Trump passou pelo local sem que houvesse interação entre os dois líderes.

Embora o governo brasileiro trabalhasse nos bastidores para viabilizar uma reunião bilateral entre Lula e Trump durante a cúpula, até o momento não havia confirmação de um encontro reservado entre os presidentes.

A expectativa do Palácio do Planalto é utilizar a presença no G7 para reforçar a posição brasileira contra medidas protecionistas e defender soluções negociadas para os impasses comerciais. Diplomatas brasileiros afirmam que Lula pretende abordar o tema sem confrontos diretos, mas destacando a importância do diálogo e do fortalecimento das regras multilaterais de comércio.

Além da questão tarifária, o presidente brasileiro participa de debates sobre desenvolvimento econômico, combate às desigualdades, segurança internacional e inteligência artificial. Em uma das agendas do encontro, Lula deve defender que o Brasil mantém ambiente aberto para investimentos e empresas de tecnologia, desde que respeitadas as leis nacionais.

Durante a passagem pela França, o presidente também tem previstas reuniões bilaterais com autoridades europeias e líderes convidados da cúpula. Entre os compromissos está um encontro com Ursula von der Leyen e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, em meio às negociações comerciais entre o Mercosul e a União Europeia.

O G7 reúne Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Japão, além da União Europeia. Embora o Brasil não faça parte do grupo, o país foi convidado a participar das discussões ampliadas promovidas pelo governo francês, anfitrião do encontro deste ano.

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