Lula: 'Brasil não tem problema com Israel, é com Netanyahu'
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Lula: ‘Brasil não tem problema com Israel, tem é com Netanyahu’

Emendas - Jorge Messias, aliado de Lula, é o favorito à vaga no STF e pode permanecer na Corte até 2055
Foto: Ricardo Stuckert/PR

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Por Gianlucca Gattai

Jornalista político e assuntos internacionais.

Petista comentou acordo de cessar-fogo entre Israel e Hamas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse há pouco, durante entrevista coletiva na Itália, que o Brasil tem problema com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e não com o país. O petista viajou ao país para participar da abertura do Fórum Mundial da Alimentação, principal evento da FAO.

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A declaração foi feita por Lula ao ser questionado sobre o acordo de cessar-fogo e fim da guerra entre Israel e o grupo terrorista palestino Hamas, mediado pelo presidente americano Donald Trump.

“O Brasil não tem problema com Israel; o Brasil tem problema é com Netanyahu”, afirmou o petista. “A hora que Netanyahu não for mais governo, não haverá nenhum problema entre o Brasil e Israel, que sempre tiveram uma relação muito boa”, completou.

Lula já fez críticas ao premiê israelense e às ações de seu governo na Faixa de Gaza. Israel, por sua vez, declarou o presidente brasileiro “persona non grata” no país após o petista comparar a ofensiva israelense contra o Hamas no enclave palestino ao Holocausto realizado pelos nazistas.

Na coletiva de hoje, o presidente também disse estar “feliz” com o cessar-fogo entre Israel e o Hamas: “Eu não sei se é definitivo ou não, mas estou feliz porque é um começo muito promissor. O fato de o presidente Donald Trump ter ido ao Parlamento em Israel e ter falado é muito importante. Espero que aqueles que ajudaram Israel na sua posição de virulência agora ajudem a construir uma paz definitiva”.

Mais cedo, líderes de diversos países assinaram, no Egito, um acordo para oficializar o cessar-fogo na guerra na Faixa de Gaza. O encontro aconteceu horas após o Hamas libertar os 20 últimos reféns israelenses que ainda estavam sob seu poder em Gaza.

Agora, após a assinatura do tratado, os líderes discutirão os próximos passos do acordo de paz em Gaza. Alguns pontos-chave do plano de Trump para o enclave são: a destruição completa da infraestrutura do Hamas e um investimento de US$ 53 bilhões para a reconstrução da região.

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