Em um discurso improvisado durante o 60º Conune (Congresso da União Nacional dos Estudantes) na Universidade Federal de Goiás (UFG), em Goiânia, na manhã desta quinta-feira (17), o presidente Lula enviou um recado direto a Donald Trump: “não é um gringo que vai dar ordem a este presidente da República”.
Lula relembrou sua trajetória sindical, com greves e negociações, e declarou ter certeza de que o presidente dos EUA “jamais negociou 10% do que eu negociei na vida”. A declaração foi dada horas antes da entrevista à CNN Internacional, onde Lula voltou a criticar o republicano à CNN Internacional, na qual o presidente brasileiro que Trump não foi eleito para ser o “imperador do mundo”.
O presidente criticou a ameaça de Trump de taxar produtos brasileiros em 50%. “A gente não aceita a ideia do presidente dizendo que se não libertar o Bolsonaro, vai taxar em 50%. Vamos responder da forma mais civilizada possível e como um democrata responde”, afirmou Lula.
O petista ainda disse que a família Bolsonaro e seus apoiadores “agora têm que ser tratados por nós como os traidores do século 20 e do século 21 da história desse país”.
Ele mencionou as prisões de generais no Brasil, ligando-as à suposta tentativa de golpe: “É a primeira vez na história desse país que nós temos três generais presos. Porque tentaram dar um golpe, com insinuações de que era pra matar Lula, Alexandre de Moraes… não tiveram coragem”.
Desde o anúncio da sobretaxa dos EUA, tanto o presidente quanto a equipe do governo têm reagido à medida. Em entrevistas, Lula tem confrontado as interferências de Trump, incluindo ameaças de taxação recíproca.
Mais tarde, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que Donald Trump, “não está tentando ser o imperador do mundo”.
