Ligado à máfia dos Bálcãs, integrante do PCC é preso em Portugal
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
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Ligado à máfia dos Bálcãs, integrante do PCC é preso em Portugal

Traficante do PCC Ygor Daniel Zago conhecido como “Hulk” Foto: Reprodução
Traficante do PCC Ygor Daniel Zago conhecido como “Hulk” Foto: Reprodução

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Por Redação

Ygor Daniel Zago, o “Hulk”, é investigado por tráfico internacional e outros crimes

O brasileiro Ygor Daniel Zago, de 44 anos, o “Hulk” do PCC, foi preso na última sexta-feira (14) em Portugal com sua esposa, Fernanda Ferrari Zago, de 40, em um condomínio particular de luxo na cidade litorânea de Cascais.

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A prisão do casal foi feita pela Polícia Judiciária de Portugal, que confirmou a informação nesta segunda-feira (17). Os dois estavam sendo procurados pela polícia brasileira por envolvimento com a facção criminosa paulista.

Por meio de nota, a assessoria de imprensa do órgão informou que “os detidos foram ouvidos por um juiz que decretou a prisão preventiva enquanto aguardam o processo de extradição para o Brasil”. Ygor é réu na Justiça brasileira, acusado por crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção ativa.

Ele também é investigado por suspeita de ser uma das lideranças do PCC no envolvimento com o esquema de fraude de combustíveis, no qual se adiciona metanol ao produto. Além disso, é suspeito de ser o elo do PCC com a máfia dos Bálcãs.

Fernanda foi detida porque estaria colaborando com o marido para que continuasse foragido e se escondendo das autoridades brasileiras. A investigação contra o casal é feita pela Polícia Civil de São Paulo, com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público (MP) estadual.

A organização criminosa age de forma ordenada e com divisão de tarefas, para o fim de obter, especialmente, vantagem econômica, mediante revenda de combustível, gasolina e etanol, em desacordo com as normas, adulterado; a corrupção de agentes públicos vinculados a órgãos de fiscalização da atividade, e a ocultação dos valores e bens”, informa trecho da denúncia.

Ygor é apontado como um dos líderes do esquema criminoso de adulteração de combustíveis, que conta ainda com contadores, secretários, operadores, supervisores e “laranjas”. Foram identificados 33 postos de combustíveis usados pela quadrilha para cometer os crimes.

“Fica evidente que a Orcrim [organização criminosa] prioriza a venda de combustível adulterado aos consumidores”, informa a acusação do Ministério Público. “E não bastasse a utilização de metanol nos combustíveis e a fraude para entrega em quantidade inferior à vendida ao consumidor, a Orcrim também se vale de água para diluir gasolina e etanol.”

Recentemente, os órgãos pediram a inclusão do nome e foto de Ygor na Difusão Vermelha da Interpol, polícia internacional. As buscas pelo casal tiveram apoio da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público Federal (MPF).

O Ministério Público de São Paulo informou, por meio de nota, que “acompanha através dos meios formais de cooperação jurídica internacional a prisão de dois dos denunciados na operação ‘Boyle’ em Portugal.”

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