Petrochina deu maior lance com petróleo quase sem desconto
O 5º leilão de petróleo da União, realizado nesta quinta-feira (26) na B3 superou as expectativas iniciais e pode gerar uma arrecadação de até R$ 28 bilhões entre 2025 e 2026. O montante ultrapassa a estimativa anterior do Ministério de Minas e Energia (MME), que projetava R$ 25 bilhões. Foram leiloados 74,5 milhões de barris pertencentes à União em contratos de partilha da produção.
O certame contou com participação recorde de dez empresas que disputaram os sete lotes ofertados pela PPSA (Pré-Sal Petróleo S.A), estatal responsável pela comercialização do petróleo da União.
A Petrobras foi a maior vencedora, arrematando três dos sete lotes. O consórcio Petrochina/Mataripe ficou com dois, a Equinor levou um, e o consórcio Galp/ExxonMobil levou o último lote disponível. Os lotes leiloados correspondem a campos localizados na Bacia de Santos, como Búzios, Mero, Sépia e Itapu.
Segundo a PPSA, os vencedores passam a ter o direito de retirar o petróleo diretamente das plataformas e podem vender ou exportar o produto sem qualquer controle de preço por parte do governo.
O destaque ficou por conta do maior valor já registrado por barril nesse tipo de leilão. O consórcio Petrochina/Mataripe ofereceu um desconto de apenas US$ 0,65 em relação ao Brent para o petróleo do campo de Itapu, demonstrando o elevado interesse estrangeiro pelo pré-sal brasileiro.
O presidente da PPSA, Luis Fernando Paroli, afirmou que a projeção para 2026 é de um leilão ainda maior, com cerca de 100 milhões de barris ofertados. Criada em 2013, a estatal atua exclusivamente na gestão da parcela da União em contratos de partilha.
