'Kid preto' quer Moraes como testemunha e refuta acusação da PGR com foto - Claudio Dantas
Brasília, Sexta, 03 de julho de 2026
Política

‘Kid preto’ quer Moraes como testemunha e refuta acusação da PGR com foto

Foto: Reprodução

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Por Gianlucca Gattai

Jornalista político e assuntos internacionais.

A defesa do tenente-coronel Rodrigo Bezerra de Azevedo, um dos chamados “kids pretos”, incluiu, no rol de testemunhas a serem ouvidas em eventual ação penal, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e Flávio Dino, além do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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A peça de defesa descreve Moraes como “suposta vítima” e justifica a necessidade de sua oitiva. “Conforme apurado em relatório da Polícia Federal e na denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), o suposto nexo causal entre o acusado e a tentativa de golpe reside, essencialmente, no monitoramento e no atentado contra a vida da possível vítima, o excelentíssimo ministro Alexandre de Moraes”, aponta o documento.

“Com o devido respeito, e sem qualquer intenção de promover defesa antiética, mas em atenção ao compromisso com a defesa técnica efetiva e ao rigor jurídico que o presente caso exige, revela-se absolutamente necessária a oitiva do excelentíssimo ministro Alexandre de Moraes na qualidade de vítima, especialmente considerando que seu nome foi mencionado por pelo menos 43 vezes na peça acusatória”, detalha o advogado Jeffrey Chiquini.

Além de Moraes, a defesa pede também a oitiva de Flávio Dino, ex-ministro da Justiça, destacando seu papel nos eventos de 8 de Janeiro. “Sua oitiva, na condição de testemunha, revela-se imprescindível para a devida elucidação de todos os procedimentos adotados pelos órgãos de segurança pública, responsáveis pela preservação da ordem e proteção das instituições democráticas no Brasil”, argumenta a defesa.

O G. Dias, então ministro-chefe do GSI no 8 de Janeiro, e o delegado Alessandro Moretti, ex-diretor de Inteligência da PF e diretor-adjunto da Abin, também estão na lista. A defesa só não justifica a inclusão de Lula como testemunha.

A defesa do tenente-coronel também apresentou uma foto que refuta uma das acusações da PGR. A denúncia de Paulo Gonet o aponta como participante de uma reunião, no dia 12 de novembro de 2022, na casa de Braga Netto, onde supostamente teria ocorrido uma articulação para um atentado contra Alexandre de Moraes e outras autoridades.

A denúncia afirma que, nesse encontro, o plano “Punhal verde e amarelo” foi apresentado a militares “kids pretos” (forças especiais do Exército) e aprovado.

No entanto, a defesa sustenta, com provas, que, na mesma data, Azevedo estava em um parque aquático em Goiânia, acompanhado de sua família.

“Verifica-se que, especificamente em 12 de novembro de 2022, data da mencionada reunião, Rodrigo Bezerra de Azevedo encontrava-se em um clube aquático, acompanhado de sua família, conforme amplamente demonstrado pelas imagens e documentos que ora se juntam”, afirma o advogado de Azevedo.

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