Justiça mantém prisão de presidente do Banco Master - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Justiça mantém prisão de presidente do Banco Master

A decisão foi da desembargadora Solange Salgado da Silva, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1)
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

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Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

Vorcaro segue detido após operação da PF que investiga fraude bilionária em CDBs e outras irregularidades

A Justiça Federal manteve nesta quinta-feira (20) a prisão de Daniel Vorcaro, presidente do Banco Master, rejeitando o pedido de liberdade apresentado por sua defesa. A decisão foi da desembargadora Solange Salgado da Silva, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), que apontou risco à ordem pública e à economia caso Vorcaro fosse solto.

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O banqueiro foi detido na segunda-feira (18) durante a Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, enquanto tentava embarcar para o exterior.

Ele é investigado por supostas fraudes em operações de cessão de créditos ao Banco de Brasília (BRB), em um esquema que pode ter movimentado cerca de R$ 12 bilhões.

Segundo a PF, o banco emitia Certificado de Depósito Bancário (CDBs) prometendo rendimentos acima de 40% da taxa de mercado, retornos considerados irreais. Este é um investimento de renda fixa em que você empresta dinheiro ao banco e recebe juros.

A desembargadora destacou que há indícios de “fraude sistêmica” e obstrução à fiscalização, além de informações falsas enviadas ao Banco Central, que decretou a liquidação extrajudicial do Master na semana passada.

A decisão interrompeu automaticamente a tentativa de venda do banco a um consórcio liderado pela Fictor Holding Financeira, anunciada horas antes da prisão.

A defesa entrou com um habeas corpus na quarta-feira (19), alegando que Vorcaro não oferece risco de fuga, possui família no Brasil e seguia para reuniões com investidores em Dubai, além de sustentar que a prisão não seria necessária após a liquidação do banco.

Todos os presos da operação permanecem na carceragem da Superintendência da PF em São Paulo, incluindo outros seis executivos ligados ao Master.

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