O deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) apresentou à PGR um novo pedido de suspeição de Dias Toffoli no caso do Banco Master, solicitando que a ação penal seja redistribuída a outro ministro. Ele afirma que a medida é necessária para preservar a credibilidade do STF.
No pedido, Jordy cita a apuração de transferência de dinheiro de um fundo vinculado ao Master, que adquiriu o Resort Tayayá para Toffoli. O ministro admitiu, nesta manhã, ser sócio da empresa que vendeu o empreendimento, mas negou relação com Daniel Vorcaro, dono do banco.
“Independentemente da comprovação final das hipóteses investigadas, a existência de menções cifradas a pagamentos, associadas à apuração de possível fluxo financeiro oriundo de estrutura societária relacionada ao grupo investigado, configura circunstância objetivamente grave. Não se trata de ilações externas ou críticas políticas, mas de elemento que emerge do interior da própria investigação criminal, a partir de fonte probatória formalmente apreendida e submetida ao crivo judicial, o que lhe confere densidade jurídica distinta”, diz o pedido do deputado.
“A eventual redistribuição do feito não implica censura pessoal nem juízo de valor sobre a conduta do ministro arguido, mas medida institucional voltada à proteção do devido processo legal, da segurança jurídica e da credibilidade da Corte”, acrescenta Jordy.
No fim de janeiro, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, rejeitou 3 pedidos de suspeição de Toffoli apresentados por Jordy e pelas deputadas Adriana Ventura (Novo-SP) e Caroline De Toni (PL-RJ), baseados em viagem do ministro ao Peru em jatinho com advogado de um dos investigados no caso Master.
No entanto, o PGR ainda não se manifestou sobre o pedido do vice-líder da oposição, deputado Sanderson (PL-RS), de suspeição do ministro por indícios de “participação econômica indireta ou sociedade de fato oculta” no Tayayá.
