Joaquim Barbosa reforça entrada na disputa presidencial
Brasília, Sexta, 19 de junho de 2026
Política

Joaquim Barbosa reforça entrada na disputa presidencial

Ex-ministro do STF lança perfis digitais e indica intenção de disputar o Planalto em 2026

Foto: Fellipe Sampaio/STF

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa (DC) iniciou nesta semana uma nova fase de atuação nas redes sociais e indicou a possibilidade de disputar a Presidência da República em 2026.

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Barbosa criou perfis no Instagram, Facebook, LinkedIn, TikTok, Kwai e YouTube, além de reativar sua conta no X. Em uma publicação compartilhada nas plataformas, afirmou que avalia participar da corrida presidencial.

“Estou estudando a possibilidade de, chegado o momento fixado pela lei, me lançar na disputa pelo emprego mais difícil e complexo do nosso país”, escreveu.

Na mesma mensagem, o ex-ministro informou que pretende ampliar sua presença digital. “No mais, pretendo usar minhas redes sociais de forma mais ativa, o que me permitirá manter um diálogo mais frequente com vocês”.

A movimentação ocorre poucas semanas após o Democracia Cristã oficializar seu nome como pré-candidato ao Palácio do Planalto. A legenda retirou da disputa o ex-ministro Aldo Rebelo e passou a apostar em Barbosa como principal nome para a eleição presidencial.

A mudança provocou reação interna. Aldo Rebelo afirmou que manterá sua pré-candidatura e passou a divergir publicamente da direção nacional do partido. Em resposta, o DC abriu um processo disciplinar que pode resultar em sua expulsão.

Nas últimas semanas, a legenda também divulgou uma peça produzida com inteligência artificial apresentando Barbosa como pré-candidato. No vídeo, o ex-ministro aparece caracterizado com a toga do STF diante de manchetes sobre investigações envolvendo figuras da política nacional.

Relator do processo do Mensalão no Supremo, Joaquim Barbosa construiu projeção nacional durante o julgamento do caso. Integrante da Corte entre 2003 e 2014, deixou o cargo dez anos antes da aposentadoria compulsória.

Apesar da movimentação partidária, pesquisas recentes registram desempenho limitado de Barbosa nos cenários testados para 2026.

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