ALive: Jaques Wagner é figura central no escândalo do Master
Brasília, Quinta, 04 de junho de 2026
Política

ALive: Jaques Wagner é figura central no escândalo do Master

ALive: Jaques Wagner é figura central no escândalo do Master
Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Compartilhe em

Foto do autor

Por Gianlucca Gattai

Jornalista político e assuntos internacionais.

Petista tenta “se colocar como acima de qualquer suspeita”, mas também está envolvido no caso

O programa ALive desta quinta-feira (29) abordou o papel de Jaques Wagner (PT) no caso do Banco Master. Para o apresentador Claudio Dantas e analistas, o líder do governo Lula no Senado é “personagem central” na trama do banco de Daniel Vorcaro.

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

Dantas afirmou que ontem (28), em entrevista, Wagner tentou “se colocar como acima de qualquer suspeita”, mas acabou confirmando irregularidades envolvendo o CredCesta, cartão de benefício consignado que surgiu na gestão de Rui Costa na Bahia, em 2018, quando Wagner era secretário de Desenvolvimento Econômico do estado.

O CredCesta foi criado pelo economista Augusto Lima, vencedor de uma licitação da Ebal (Empresa Baiana de Alimentos). Em 2020, Lima ingressou na sociedade do Banco Master, então chamado Banco Máxima, levando o CredCesta como um de seus principais ativos. Metade do lucro do banco de Vorcaro, liquidado pelo Banco Central (BC) no ano passado, vinha do CredCesta.

No podcast, Wagner detalhou sua relação com Lima e explicou como ele participou da compra da Ebal. Segundo o petista, o economista baiano disse que tinha interesse em comprar, mas não tinha dinheiro. Assim, ele “trouxe” um espanhol para o negócio, que acabou saindo da negociação, e surgiu o Master, na época chamado Máxima, para integrar a operação.

“Vocês criaram um business bilionário para o Augusto Lima e eu estou aqui me perguntando se realmente vocês não ganham nada com isso ou não ganharam nada com isso”, disse Dantas. “Será que vocês não ganharam?”, indagou o jornalista.

“Ele fala assim [no podcast]: ‘não, mas a gente não tem dinheiro investido no Master’. Pô, mas é porque vocês são o Master, metade de vocês são o Master”, criticou Dantas. “Vocês entregaram a folha de pagamento, vocês entregaram toda a lista de servidores para o Banco Master, meu amigo, isso virou metade do faturamento do Banco Master”.

Para a cientista política Júlia Lucy, a postura de Wagner mostra a “falta de vergonha na cara” do petista e reforça que ele é “personagem central” no caso do Banco Master: “Ele fez a indicação para a contratação do escritório do Lewandowski [pelo Master], que articulou reuniões extremamente importantes, inclusive ainda na vigência do mandato dele como ministro de Estado”.

Segundo Lucy, a alegação de Wagner de ter “absoluta tranquilidade” sobre o caso é “típico de esquerdista”: “O esquerdista não tem nenhum compromisso com a verdade dos fatos, mas para além disso eles têm uma capacidade de serem interpretativos, assim, de serem atores, né, de serem caras de pau e de falarem aquilo que tiverem que falar para se defender”.

“A gente vê isso o tempo inteiro no Lula, toda vez que o Lula abre a boca ele cumpre exatamente esse rito”, acrescentou.

“Jacques Wagner, líder do PT no Senado, é figura central do escândalo do Banco Master”, completou.

Para o economista Felipe Pontes, Wagner tenta “tirar o foco do que é principal” no caso do Master e parece ser “uma espécie de headhunter” do banco de Vorcaro. “Acho que é pouco provável que ele consiga argumentar e convencer alguém de que ele não tem participação, ou que o PT como um todo não tenha alguma participação nesse esquema do Banco Master”, concluiu.

ASSISTA AO PROGRAMA DE HOJE:

Escreva seu e-mail para receber bastidores e notícias exclusivas

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Publicidade