Irmão de Lula tenta barrar citações ao seu nome em fraudes do INSS
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Irmão de Lula tenta barrar citações ao seu nome em fraudes do INSS

Frei Chico, que é ligado a associações e próximo do núcleo do PT, afirma ser vítima de ataques e tenta afastar qualquer suspeita de envolvimento.
Frei Chico, que é ligado a associações e próximo do núcleo do PT, afirma ser vítima de ataques e tenta afastar qualquer suspeita de envolvimento. Foto: Arquivo/ Sindnapi

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Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

A ação levanta suspeitas de tentativa de intimidação por parte do governo

José Ferreira da Silva, o Frei Chico, irmão de Lula, decidiu acionar a Justiça para impedir que seu nome seja mencionado em publicações que o relacionam a supostos esquemas de descontos indevidos no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

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Ele é vice-presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi), uma das entidades envolvidas nos desvios.

A medida vem no momento em que a CPMI do INSS, instalada no Congresso, avança sobre denúncias de fraudes e irregularidades que podem ter desviado bilhões de reais dos cofres públicos.

A comissão também investiga se houve influência política dentro do órgão durante a atual gestão.

Frei Chico, que é ligado a associações e próximo do núcleo do PT, afirma ser vítima de ataques e tenta afastar qualquer suspeita de envolvimento.

“Não temo investigação, mas o que ocorre hoje é um julgamento antecipado, antes mesmo de os fatos serem apurados. É lamentável que parte da CPMI do INSS use esse processo como palco político, em vez de buscar a verdade”, disse ele.

Entretanto, a ofensiva judicial despertou reações na oposição, que veem o gesto como uma tentativa de silenciar críticas e interferir no andamento das apurações.

O Sindinapi é apontado como um dos autores de descontos associativos cobrados diretamente na folha de aposentados sem a devida autorização. De 2020 a 2024, as receitas do sindicato cresceram em mais de 500%, o que chamou a atenção da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Polícia Federal.

Ele protocolou ação no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) contra o que considera “acusações falsas e ofensivas”.

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