A ação levanta suspeitas de tentativa de intimidação por parte do governo
José Ferreira da Silva, o Frei Chico, irmão de Lula, decidiu acionar a Justiça para impedir que seu nome seja mencionado em publicações que o relacionam a supostos esquemas de descontos indevidos no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Ele é vice-presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi), uma das entidades envolvidas nos desvios.
A medida vem no momento em que a CPMI do INSS, instalada no Congresso, avança sobre denúncias de fraudes e irregularidades que podem ter desviado bilhões de reais dos cofres públicos.
A comissão também investiga se houve influência política dentro do órgão durante a atual gestão.
Frei Chico, que é ligado a associações e próximo do núcleo do PT, afirma ser vítima de ataques e tenta afastar qualquer suspeita de envolvimento.
“Não temo investigação, mas o que ocorre hoje é um julgamento antecipado, antes mesmo de os fatos serem apurados. É lamentável que parte da CPMI do INSS use esse processo como palco político, em vez de buscar a verdade”, disse ele.
Entretanto, a ofensiva judicial despertou reações na oposição, que veem o gesto como uma tentativa de silenciar críticas e interferir no andamento das apurações.
O Sindinapi é apontado como um dos autores de descontos associativos cobrados diretamente na folha de aposentados sem a devida autorização. De 2020 a 2024, as receitas do sindicato cresceram em mais de 500%, o que chamou a atenção da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Polícia Federal.
Ele protocolou ação no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) contra o que considera “acusações falsas e ofensivas”.
