O empresário Renato Bolsonaro, irmão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), protocolou duas ações judiciais questionando o desfile da Acadêmicos de Niterói, que levou para a avenida uma homenagem ao presidente Lula (PT), no Sambódromo da Marquês de Sapucaí, no último domingo (15).
Nas representações, ele sustenta que houve indícios de improbidade administrativa e propaganda eleitoral antecipada. Entre os argumentos, cita menções ao número 13 e ao jingle associado ao presidente no samba-enredo, além de gestos com a letra “L” feitos por componentes durante a apresentação.
Renato também contesta a forma como seu irmão foi retratado. A escola utilizou a figura do palhaço Bozo em alegorias e na comissão de frente — inclusive em um carro com uma escultura do personagem atrás das grades —, interpretação que, segundo ele, teria caráter ofensivo.
Disputa jurídica
O desfile já vinha sendo alvo de contestações judiciais antes do carnaval. Na última quinta-feira (12), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou um pedido liminar para impedir a apresentação, mas alertou que eventuais condutas poderiam ser analisadas posteriormente sob a ótica eleitoral.
Após a apresentação, novas medidas foram anunciadas pela oposição.
Em nota divulgada na segunda-feira (16), a escola afirmou ter sofrido perseguições durante a preparação e defendeu que o julgamento dos jurados seja “justo, técnico e transparente”, negando qualquer irregularidade.
