Erfan Soltani é acusado de “reunião”, “conspiração” e “propaganda” contra regime do aiatolá Ali Khamenei
O Centro de Mídia Judiciária do Irã negou que o comerciante Erfan Soltani, de 26 anos, tenha sido condenado à morte. A informação foi divulgada pela agência Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária do Irã.
Segundo as autoridades iranianas, Soltani não corre risco de execução e, se for considerado culpado das acusações de participação em manifestações contra o regime de Ali Khamenei, poderá ser condenado apenas à prisão.
O comerciante é acusado pelo regime de Khamenei de “reunião” e “conspiração” contra a segurança interna nacional”, além de “envolvimento em atividades de propaganda” contra o governo. Ele está detido na Prisão Central de Karaj, nos arredores de Teerã.
O anúncio, feito na noite de ontem (14), ocorre após declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, afirmando que ajuda aos iranianos “estava a caminho” e que os EUA tomariam “medidas duras” caso o Irã executasse manifestantes.
O grupo de direitos humanos Hengaw, que acompanha a família de Soltani, havia informado esta semana que ele teria sido condenado à morte por participação nos protestos. Segundo a ONG, a execução foi sido adiada após intensa pressão internacional, especialmente dos EUA.
A família de Soltani, que mora perto de Teerã, afirma que ele não é ativista político, mas se opõe à situação atual do Irã.
