Irã nega que manifestante tenha sido condenado à morte
Brasília, Quinta, 04 de junho de 2026
Mundo

Após pressão de Trump, Irã nega que manifestante tenha sido condenado à morte

Após pressão de Trump, Irã nega que Soltani tenha sido condenado à morte
Foto: Divulgação/ONG Hensaw

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Por Gianlucca Gattai

Jornalista político e assuntos internacionais.

Erfan Soltani é acusado de “reunião”, “conspiração” e “propaganda” contra regime do aiatolá Ali Khamenei

O Centro de Mídia Judiciária do Irã negou que o comerciante Erfan Soltani, de 26 anos, tenha sido condenado à morte. A informação foi divulgada pela agência Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária do Irã.

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Segundo as autoridades iranianas, Soltani não corre risco de execução e, se for considerado culpado das acusações de participação em manifestações contra o regime de Ali Khamenei, poderá ser condenado apenas à prisão.

O comerciante é acusado pelo regime de Khamenei de “reunião” e “conspiração” contra a segurança interna nacional”, além de “envolvimento em atividades de propaganda” contra o governo. Ele está detido na Prisão Central de Karaj, nos arredores de Teerã.

O anúncio, feito na noite de ontem (14), ocorre após declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, afirmando que ajuda aos iranianos “estava a caminho” e que os EUA tomariam “medidas duras” caso o Irã executasse manifestantes.

O grupo de direitos humanos Hengaw, que acompanha a família de Soltani, havia informado esta semana que ele teria sido condenado à morte por participação nos protestos. Segundo a ONG, a execução foi sido adiada após intensa pressão internacional, especialmente dos EUA.

A família de Soltani, que mora perto de Teerã, afirma que ele não é ativista político, mas se opõe à situação atual do Irã.

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