O Irã anunciou nesta manhã (11) que o Estreito de Ormuz, rota marítima considerada crucial para o transporte global de petróleo, está completamente fechado “até novo aviso”. A decisão foi tomada após os EUA realizarem uma nova onda de ‘bombardeios defensivos’ contra o território iraniano na noite de ontem (10).
Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores do Irã condenou os ataques retaliatórios, afirmando que as ofensivas norte-americanas tornaram o cessar-fogo com os EUA e Israel, de quase 2 meses, “praticamente sem sentido”.
“Os ataques ilegais e criminosos perpetrados pelos Estados Unidos nas últimas horas não apenas constituem uma violação flagrante… mas também tornam o cessar-fogo praticamente sem sentido”, declarou o ministério.
O comunicado diz ainda que “a responsabilidade pelas consequências extremamente graves desse ato criminoso recai sobre os líderes dos Estados Unidos”.
O Irã atacou dois navios em retaliação aos bombardeios dos EUA. A embaixada da Índia em Omã informou que tomou conhecimento de um incidente nesta quinta envolvendo uma embarcação próximo ao porto de Shinas, no país.
A agência de notícias iraniana Tasnim afirma que três marinheiros morreram. No entanto, o Ministério das Relações Exteriores da Índia afirma que havia 20 indianos a bordo da embarcação e que todos estão em segurança.
De acordo com a Guarda Revolucionária do Irã (IRGC), as forças do país realizaram ataques retaliatórios à Quinta Frota dos EUA, cuja base fica no Bahrein: “Forças do IRGC atingiram e destruíram dezoito alvos importantes pertencentes ao exército americano nas bases aéreas de Ali Salem e Ahmad Al-Jaber, além da base aérea de Sheikh Isa, durante duas ondas operacionais”.
Ontem foi o 2º dia seguido em que os EUA lançaram bombardeios contra o Irã desde o início do cessar-fogo na guerra entre os dois países. As ondas de ataques ocorreram em retaliação à derrubada de um helicóptero Apache pelo Irã. Ainda não se sabe qual será o impacto dos ataques na trégua do conflito no Oriente Médio.
Também ontem, antes da 2ª leva de ataques, o presidente dos EUA, Donald Trump, já havia anunciado que o seu país realizaria a ofensiva e, por meio das redes sociais, afirmou que o Irã demorou a fechar um acordo de paz e que, agora, o regime ditatorial islâmico “terá que pagar o preço”.
