Irã: responsáveis pela morte de Khamenei “não estarão seguros”
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
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Irã: responsáveis pela morte de Khamenei “não estarão seguros”

Guarda Revolucionária ameaça Estados Unidos e Israel em meio a escalada militar após ataque que matou o líder supremo

O Embaixador da República Islâmica do Irã no Brasil, Abdollah Nekounam, durante entrevista coletiva. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Por Redação

O conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã entrou no terceiro dia nesta segunda-feira (2), com a escalada de ameaças e novas ofensivas militares. Em pronunciamento transmitido pela TV estatal iraniana, a Guarda Revolucionária afirmou que os “inimigos não estarão mais seguros em nenhum lugar do mundo, nem mesmo em suas próprias casas”.

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A declaração ocorre após a morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, durante ataques realizados no último sábado (28). A ofensiva teve como alvos integrantes do alto escalão do regime em Teerã e foi conduzida por forças americanas e israelenses.

Em comunicado, a unidade de elite conhecida como Força Quds, braço externo da Guarda Revolucionária Islâmica, prometeu vingança e afirmou que não cessará as ações até que os responsáveis sejam derrotados.

Ainda nesta segunda, autoridades iranianas anunciaram uma nova fase de ataques com mísseis e drones. Segundo a mídia estatal, um petroleiro que navegava pelo Estreito de Ormuz foi atingido, ampliando a tensão em uma das principais rotas globais de exportação de petróleo.

O episódio aumenta a preocupação internacional com o risco de interrupção no fornecimento energético e reforça o temor de expansão regional do conflito.

Trump fala em “última chance” e descarta diálogo

Em discurso na Casa Branca, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou estar confiante na vitória americana e classificou a ofensiva como “a última e melhor oportunidade” para eliminar o que chamou de ameaça representada pelo regime iraniano.

Segundo Trump, os objetivos incluem impedir que o Irã desenvolva armas nucleares, neutralizar seu programa de mísseis e cortar o financiamento a grupos armados no Oriente Médio. Ele também declarou que não pretende retomar negociações com Teerã sobre um novo acordo nuclear, alegando que tratativas anteriores foram frustradas.

O presidente afirmou ainda que forças americanas destruíram estruturas estratégicas iranianas e afundaram embarcações militares do país. Até o momento, quatro militares dos EUA tiveram mortes confirmadas, enquanto outros 18 permanecem em estado grave após ataques de retaliação.

Hezbollah amplia confronto

O conflito também se estendeu ao território libanês. O grupo Hezbollah reivindicou um ataque contra uma base militar israelense em Haifa, no norte de Israel. Em resposta, as forças israelenses lançaram bombardeios contra alvos do grupo no Líbano, acusando a organização de atuar sob orientação iraniana.

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