Irã acusa EUA de violar cessar-fogo após ataques no sul do país
Brasília, Quarta, 15 de julho de 2026
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Irã acusa EUA de violar cessar-fogo após ataques no sul do país

Governo iraniano classificou ação como “violação flagrante” e afirmou que Washington será responsabilizado pelas consequências da ofensiva

Irã diz que bombardeou base secreta dos EUA nos Emirados Árabes
Foto: Jorono/Pixabay

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Por Redação

O governo do Irã acusou os Estados Unidos de romperem o cessar-fogo em vigor há quase sete semanas após uma série de ataques realizados na província de Hormozgan, no sul do país. Em comunicado divulgado nesta terça-feira (26), o Ministério das Relações Exteriores iraniano classificou a ação militar como uma “violação flagrante” do acordo e atribuiu aos norte-americanos a responsabilidade pelos desdobramentos da ofensiva.

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“Os Estados Unidos cometeram uma grave violação do cessar-fogo na região de Hormozgan nas últimas 48 horas”, afirmou o governo iraniano em nota. O comunicado acrescenta que Teerã considera Washington responsável por “todas as consequências resultantes dessas ações agressivas e injustificadas”.

Os bombardeios haviam sido anunciados pelo Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos, que classificou a operação como uma medida defensiva. Segundo a versão americana, os ataques atingiram instalações ligadas a mísseis e embarcações que, de acordo com a avaliação militar, estariam envolvidas em ações para instalação de minas na costa iraniana.

“O Comando Central dos Estados Unidos continua a defender nossas forças enquanto usa de moderação durante o cessar-fogo em andamento”, afirmou o porta-voz da entidade, capitão Tim Hawkins.

Após a ofensiva, a Guarda Revolucionária iraniana afirmou que mantém o “direito legítimo” de responder a qualquer nova violação do acordo. O grupo também declarou ter abatido um drone MQ-9 americano e ter reagido à entrada de uma aeronave militar no espaço aéreo do país.

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, elogiou a atuação das forças armadas após os episódios e destacou a capacidade defensiva do país.

A crise ocorre em meio a negociações diplomáticas entre os dois países para um possível entendimento mais amplo sobre o fim definitivo do conflito iniciado no início do ano. Além das discussões sobre segurança regional, os diálogos incluem temas como a reabertura da navegação no Estreito de Ormuz e tratativas ligadas ao programa nuclear iraniano.

Nos bastidores, autoridades iranianas também trabalham para destravar bilhões de dólares em ativos congelados no exterior, ponto considerado estratégico nas negociações. Paralelamente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a defender a ampliação dos chamados Acordos de Abraão, tema que também passou a integrar as discussões diplomáticas recentes.

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