O deputado federal Marcel Van Hattem (NOVO-RS) questionou nesta quarta-feira (28) a ausência do Sindicato Nacional dos Aposentados (Sindnapi), ligado ao Frei Chico, irmão do presidente Lula, nas investigações conduzidas pela Polícia Federal sobre o roubo bilionário no INSS. A fala ocorreu durante sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura irregularidades no Instituto.
Van Hattem elogiou a atuação da PF no combate à corrupção envolvendo entidades que descontaram valores indevidos de aposentados, mas cobrou explicações sobre o motivo pelo qual o sindicato que tem Frei Chico na diretoria, ainda não figura como alvo da operação.
“Quero saudar o trabalho da Polícia Federal para combater criminalidade, corrupção, desvio de dinheiro. […] Mas por que o sindicato do irmão do Lula não está sendo investigado?”, questionou o deputado.
O parlamentar afirmou que informações obtidas via Lei de Acesso à Informação mostram que o Sindnapi teve aumento expressivo nas contribuições durante os governos petistas, somando R$ 154 milhões. Por isso, o NOVO protocolou representação no Tribunal de Contas da União (TCU) pedindo apuração.
Van Hattem ainda criticou o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos, por, segundo ele, ter comentado um caso sob sigilo com a imprensa antes mesmo de esclarecer os fatos no Congresso. O deputado pediu que delegados presentes esclarecessem se Andrei consultou algum deles antes de afirmar, publicamente, que o Sindnapi não era alvo de investigação.
O deputado também voltou a denunciar uma perseguição política da PF contra ele, após ser alvo de uma notícia-crime por críticas feitas ao delegado Fábio Schor, envolvido no caso de prisão do ex-assessor presidencial Filipe Martins. Segundo Van Hattem, o inquérito foi aberto a pedido do gabinete de Andrei, sem representação formal do suposto ofendido.
“A Constituição não permite nenhum tipo de perseguição da polícia por opinião, palavras e votos”, disse.
Ele reforçou que o NOVO ingressou com representação no Ministério Público para que a conduta do diretor-geral da PF seja analisada.
