INSS: Van Hattem confronta PF: Por que o Irmão de Lula escapa das investigações? - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

INSS: Van Hattem confronta PF: Por que o Irmão de Lula escapa das investigações?

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

O deputado federal Marcel Van Hattem (NOVO-RS) questionou nesta quarta-feira (28) a ausência do Sindicato Nacional dos Aposentados (Sindnapi), ligado ao Frei Chico, irmão do presidente Lula, nas investigações conduzidas pela Polícia Federal sobre o roubo bilionário no INSS. A fala ocorreu durante sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura irregularidades no Instituto.

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Van Hattem elogiou a atuação da PF no combate à corrupção envolvendo entidades que descontaram valores indevidos de aposentados, mas cobrou explicações sobre o motivo pelo qual o sindicato que tem Frei Chico na diretoria, ainda não figura como alvo da operação.

Quero saudar o trabalho da Polícia Federal para combater criminalidade, corrupção, desvio de dinheiro. […] Mas por que o sindicato do irmão do Lula não está sendo investigado?”, questionou o deputado.

O parlamentar afirmou que informações obtidas via Lei de Acesso à Informação mostram que o Sindnapi teve aumento expressivo nas contribuições durante os governos petistas, somando R$ 154 milhões. Por isso, o NOVO protocolou representação no Tribunal de Contas da União (TCU) pedindo apuração.

Van Hattem ainda criticou o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos, por, segundo ele, ter comentado um caso sob sigilo com a imprensa antes mesmo de esclarecer os fatos no Congresso. O deputado pediu que delegados presentes esclarecessem se Andrei consultou algum deles antes de afirmar, publicamente, que o Sindnapi não era alvo de investigação.

O deputado também voltou a denunciar uma perseguição política da PF contra ele, após ser alvo de uma notícia-crime por críticas feitas ao delegado Fábio Schor, envolvido no caso de prisão do ex-assessor presidencial Filipe Martins. Segundo Van Hattem, o inquérito foi aberto a pedido do gabinete de Andrei, sem representação formal do suposto ofendido.

A Constituição não permite nenhum tipo de perseguição da polícia por opinião, palavras e votos”, disse.

Ele reforçou que o NOVO ingressou com representação no Ministério Público para que a conduta do diretor-geral da PF seja analisada.

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