Imóveis de Ronaldinho foram usados pelo Master para captar R$ 330 mi
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Imóveis de Ronaldinho foram usados pelo Master para captar R$ 330 mi

Ex-jogador não tinha conhecimento da emissão de créditos imobiliários usados pelo Master, diz defesa

Imóveis de Ronaldinho foram usados pelo Master para captar R$ 330 mi
Foto: Reprodução/Instagram/@ronaldinhooficial

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Por Redação

Dois terrenos de Ronaldinho Gaúcho foram utilizados como lastro para que uma empresa captasse R$ 330 milhões do Banco Master. De acordo com o jornal O Globo, os recursos foram, em seguida, direcionados a fundos de investimentos ligados à própria instituição de Daniel Vorcaro.

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Procurados pelo jornal, os advogados do ex-jogador de futebol afirmam que ele não tinha conhecimento da emissão dos créditos e que a operação imobiliária original já havia sido cancelada.

Investigações apontam que o Master, por meio do Fundo City 02, do qual era único cotista, concedia empréstimos a pessoas jurídicas que, na sequência, repassavam quase todo o montante a fundos administrados pela Reag Investimentos.

De acordo com o jornal, parte das operações começava com a emissão de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI), papéis lastreados em créditos imobiliários, como parcelas de financiamentos ou aluguéis futuros.

O objetivo dessa operação é antecipar recursos. A empresa recebe o dinheiro para construir o empreendimento, e os investidores recebem juros pelo capital emprestado.

Em agosto de 2023, a empresa Base Securitizadora emitiu R$ 330 milhões em créditos para a S&J Consultoria, segundo o Globo. O lastro incluía notas comerciais destinadas ao desenvolvimento de terrenos em Porto Alegre, entre eles dois imóveis de Ronaldinho.

Segundo advogados do jogador e sócios do empreendimento, o negócio não avançou. A defesa de Ronaldinho afirmou que negociações com as empresas União do Lago e Melk, iniciadas em 2021, não prosperaram devido à falta de licenças ambientais e pendências de IPTU.

O advogado de Darci Garcia da Rocha, sócio no empreendimento original, também declarou desconhecer a emissão dos CRIs e a destinação dos recursos.

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