Inflação sobe 0,58% em maio e volta a superar teto da meta
Brasília, Sexta, 12 de junho de 2026
Economia

IBGE: Inflação sobe 0,58% em maio e volta a superar teto da meta

Alta dos alimentos e da energia elétrica levou a inflação acumulada em 12 meses para 4,72%

Inflação
Foto: Agência Brasil

Compartilhe em

Foto do autor

Por Redação

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, subiu 0,58% em maio, segundo dados divulgados pelo IBGE na manhã desta sexta-feira (12). Com o resultado, a inflação acumula alta de 3,20% no ano.

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

A taxa ficou 0,09 ponto percentual abaixo dos 0,67% registrados em abril. Apesar da desaceleração mensal, o acumulado em 12 meses avançou para 4,72%, acima dos 4,39% observados no período anterior.

O resultado voltou a superar o teto de 4,5% da meta de inflação do Banco Central, situação que não ocorria desde outubro do ano passado.

O principal fator de pressão foi o grupo alimentação e bebidas, que avançou 1,33% e respondeu por 0,29 ponto percentual do índice geral, o equivalente a metade da inflação registrada no mês.

A alimentação no domicílio subiu 1,65%, puxada principalmente pelos aumentos da batata-inglesa (44,69%), do tomate (20,62%), da cebola (16,80%) e das carnes (1,39%). Em contrapartida, café moído (-2,38%) e frutas (-0,70%) registraram queda nos preços.

O grupo habitação teve alta de 1,22% e impacto de 0,18 ponto percentual no IPCA. A energia elétrica residencial subiu 3,67%, tornando-se o item de maior impacto individual na inflação de maio.

Segundo o IBGE, o avanço reflete reajustes tarifários em diversas capitais e a vigência da bandeira amarela, que acrescentou R$ 1,88 a cada 100 kWh consumidos nas contas de luz.

Já o grupo saúde e cuidados pessoais registrou alta de 0,90%, influenciada principalmente pelo aumento de 1,95% nos artigos de higiene pessoal. Os perfumes ficaram 4,42% mais caros no período. Os planos de saúde também contribuíram para o resultado, com variação de 0,50%.

Na direção oposta, transportes foi o único grupo a registrar deflação, com queda de 0,46%. O recuo foi puxado pela redução de 1,95% nos combustíveis, especialmente do etanol (-6,20%), do óleo diesel (-2,34%) e da gasolina (-1,46%), que exerceu o maior impacto negativo individual sobre o índice.

Apesar da queda dos combustíveis, as passagens aéreas voltaram a subir em maio e registraram alta de 3,20%, após forte recuo no mês anterior.

O IBGE também divulgou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação para famílias com renda de até cinco salários mínimos. O indicador ficou em 0,65% em maio, abaixo dos 0,81% registrados em abril.

No acumulado do ano, o INPC soma 3,36%. Em 12 meses, a alta chegou a 4,42%. Assim como no IPCA, os alimentos seguiram entre os principais fatores de pressão sobre o custo de vida da população.

Escreva seu e-mail para receber bastidores e notícias exclusivas

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Publicidade