Homem que chamou Lula de “ladrão” fará 60 horas de serviço
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Homem que chamou Lula de “ladrão” fará 60 horas de serviços comunitários

Igor Rodrigues chamou Lula de "ladrão" durante o visita do presidente a cidade onde reside. Foto: Arquivo Pessoal/Reprodução.
Igor Rodrigues chamou Lula de "ladrão" durante o visita do presidente a cidade onde reside. Foto: Arquivo Pessoal/Reprodução.

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Por Redação

Morador de Campos (RJ) fechou acordo com o MPF

Igor de Oliveira Rodrigues, de Campos dos Goytacazes (RJ), firmou acordo com o Ministério Público Federal e a Justiça para prestar 60 horas de serviços comunitários no processo em que foi acusado após chamar o Presidente Lula de “ladrão”. Em audiência na tarde de quinta-feira (18), ele se negou a pedir desculpas, como informou a CNN Brasil.

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O episódio aconteceu em 14 de abril, quando a comitiva presidencial passava pela BR-101. Rodrigues emparelhou seu carro com o comboio e proferiu as ofensas; ele foi detido pela Polícia Federal, prestou depoimento e foi liberado. A situação foi registrada em vídeo.

Rodrigues é liderança da direita em Campos e integra o movimento Amor pelo Brasil. A PF registrou o caso como possível crime de injúria.

O acordo proposto pelo MPF é uma transação penal, aplicada a crimes de menor potencial ofensivo nos Juizados Especiais Criminais. Nesse tipo de ajuste, o autor do fato aceita cumprir pena restritiva de direitos ou multa em vez de responder a processo crimina.

Em declaração à CNN Brasil em agosto, Rodrigues afirmou ter exercido sua liberdade de expressão e disse que sua fala foi uma opinião política, não um ataque pessoal.
“Fui acusado de injúria, mas minha fala não teve a intenção de ofender a honra pessoal do presidente. Apenas exerci meu direito de liberdade de expressão, manifestando uma crítica política e minha indignação. O presidente foi ‘descondenado’, não inocentado, e essa é uma informação pública. Além disso, figuras públicas como Marina Silva, Geraldo Alckmin e Silas Malafaia já fizeram declarações semelhantes. Minha manifestação foi uma opinião política, não um ataque pessoal”, afirmou.

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