Hezbollah admite guerra aberta com Israel após avanço militar no Líbano
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
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Hezbollah admite guerra aberta com Israel após avanço militar no Líbano

Dirigente do grupo afirma que “era da paciência acabou”

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Por Redação

O vice-chefe do conselho político do Hezbollah, Mahmoud Qmati, afirmou nesta terça-feira (3) que o grupo está disposto a enfrentar uma “guerra aberta” com Israel, em meio à intensificação dos confrontos na fronteira sul do Líbano e a novos bombardeios israelenses em território libanês.

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Segundo Qmati, o período de contenção adotado após o cessar-fogo firmado em novembro de 2024 chegou ao fim.

“Se o inimigo quer uma guerra aberta, que seja uma guerra aberta. A era da paciência acabou”, declarou o dirigente.

As declarações ocorrem após o governo libanês confirmar a entrada de soldados de Israel em áreas do sul do território. Paralelamente, o Exército israelense ampliou as operações contra posições atribuídas ao Hezbollah.

Em publicação na rede social X, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que as Forças de Defesa de Israel (IDF) continuam a atingir alvos do grupo no Líbano.

Segundo ele, a ofensiva busca impedir ataques contra comunidades israelenses na região da Galileia. Katz declarou ainda que, com autorização do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, as tropas foram autorizadas a avançar e assumir áreas adicionais para reforçar a segurança na fronteira.

Bombardeios em Beirute

As IDF informaram ter concluído uma série de ataques aéreos contra instalações consideradas estratégicas do Hezbollah em Beirute. De acordo com nota oficial, foram atingidos depósitos de armas, centros de comando e estruturas de comunicação ligadas à ala de inteligência da organização.

A imprensa local relatou que estúdios da emissora Al-Manar, vinculada ao grupo xiita, também teriam sido alvo dos bombardeios. Antes das ofensivas, o Exército israelense afirmou ter emitido alertas de evacuação para reduzir riscos à população civil.

Pressão interna no Líbano

A escalada militar coincide com um movimento interno em Beirute para restringir a atuação armada do Hezbollah. O presidente do Líbano, Joseph Aoun, declarou que a decisão do governo de proibir atividades militares do grupo é definitiva e sem possibilidade de revisão.

Segundo ele, a autoridade sobre decisões de guerra e paz pertence exclusivamente ao Estado libanês. A medida prevê que o Hezbollah entregue seu arsenal às instituições oficiais, reforçando o controle governamental sobre questões de defesa.

Conflito

A tensão na fronteira entre Israel e Líbano ocorre em meio à guerra envolvendo Israel, Estados Unidos e Irã. No sábado (28), forças israelenses e norte-americanas lançaram uma ofensiva contra alvos iranianos que resultou na morte do líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei.

Dados divulgados pela mídia estatal iraniana, com base no Crescente Vermelho, apontam 787 mortos no Irã desde o início da ofensiva. Além disso, ao menos nove países teriam sido atingidos por ações de retaliação iranianas.

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